sexta-feira, 12 de abril de 2024

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Na feira livre em Florânia-RN, vendo-se a banca de frutas e verduras pesquisamos a origem, se havia produção local, nos informaram que a única mercadoria oriunda do campo, a área rural de Florânia seria a macaxeira (aipim), farinha e goma de mandioca produzidos na chã da Serra de Santana a 500m de altitude; tudo vem da Ceasa, em Natal - RN, a mais de 100km de distância, e quanto chega ás cidades do Interior do RN já estão murchas, estragadas.

 Maquete do Projeto de Captação de água diretamente da nuvem (sem contato com o chão) e armazenada tal qual vem das nuvens em quantidade e qualidade para o abastecimento urbano e produção de alimentos nos 365 dias do ano, em qualquer lugar; não é milagre nem utopia.

Tipo de terreno plano e arenoso nas chãs das serras do RN, vendo-se espécie de irrigação feita com a manipueira, um sub produto da Casa de fazer farinha; a manupueira tem vários venenos na composição, a exemplo do cianeto, e por isso também usado como inseticida; tudo o que mata insetos mata gente  - é uma questão de dose, ou de tempo.

 Sertão do Seridó visto da chã da Serra de Santana com altitude de 500 a 700m.




 Em um de centenas de poços tubulares escavados na chã da Serra de Santana pelo Batalhão de engenharia e construção do EB em meados do Século XX, hoje secos, e o abastecimento urbano e rural é feito pelo Açude Armando Ribeiro Gonçalves no rio Açu; Um fato interessante: na chã da serra de Santana com cerca de 100 km2, com duas cidades - Tenente Laurentino Cruz e Lagoa Nova cultivo de árvores frutíferas dependia da água das cisternas (no tempo das chuvas) e a água escassa dos poços e cacimbões; não havia água para irrigação no verão e o lugar não podia crescer sem água no abastecimento urbano; o governo federal encarregou o departamento de geologia da Universidade Federal no RN  a fazer pesquisa e apontar solução hídrica; fracasso: nenhuma obra hídrica possível; apelaram para a engenharia do EB que buscou um Soldado  meio-índio do EB na Amazônia (que mal falava português) que deitava o ouvido no chão apontando áreas onde se poderia escavar poços tubulares com boa vazão de água; durante muito anos a Serra de Santana teve essa água doce, multiplicando a população humana por 100, todavia como os lençóis de água subterrânea depende do suprimento da pouca água da chuva, secaram, ou ficaram salgados, impróprio e insuficiente para atender a demanda por água doce.






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