Post de Julio Luchmann
O consumo de água com excesso de cloro pode causar irritação das mucosas, especialmente no trato gastrointestinal. Pessoas mais sensíveis podem apresentar sintomas como gosto desagradável persistente, náuseas, desconforto abdominal e até irritação na garganta. Isso ocorre porque o cloro é um agente oxidante, utilizado justamente para eliminar microrganismos, mas que, em concentrações elevadas, também pode afetar tecidos humanos mais delicados.
Outro ponto importante é que o cloro presente na água pode reagir com matéria orgânica, formando subprodutos como os trihalometanos (THMs), que são compostos potencialmente prejudiciais à saúde quando há exposição prolongada. Estudos associam a ingestão contínua desses compostos, em níveis elevados, a um maior risco de alterações celulares, podendo impactar o fígado e outros sistemas do organismo ao longo do tempo. Por isso, o controle rigoroso da quantidade de cloro na água tratada é uma medida essencial de saúde pública.
Além disso, o consumo frequente de água com muito cloro pode contribuir para desequilíbrios na microbiota intestinal, já que o cloro tem ação antimicrobiana e pode afetar não apenas microrganismos nocivos, mas também bactérias benéficas do intestino. Esse impacto pode refletir em alterações digestivas e até na imunidade ao longo do tempo. Por isso, embora o cloro seja fundamental para tornar a água segura do ponto de vista microbiológico, o excesso deve ser evitado, e métodos de filtragem adequados podem ajudar a equilibrar segurança e qualidade da água consumida.

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Severino Medeiros
Cloro, um lixo a mais na água doente, água no estado lixo, ao quadrado.

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