domingo, 1 de dezembro de 2024

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Quando o ronco feroz do carro pipa
Cobre a força do aboio do vaqueiro
Quando o gado berrando no terreiro
Se despede da vida do peão
Quando verde eu procuro pelo chão
Não encontro mais nem mandacaru
Dá tristeza ter que viver no Sul
Pra morrer de saudades do sertão

Eu sei que a chuva é pouca e que o chão é quente
Mas tem mão boba enganando a gente
Secando o verde da irrigação
Não, eu não quero enchentes de caridade
Só quero chuva de honestidade
Molhando as terras do meu sertão

Eu pensei que tivesse resolvida
Essa forma de vida tão medonha
Mas ainda me matam de vergonha
Os currais, coronéis e suas cercas
Eu pensei nunca mais sofrer da seca
No Nordeste do século vinte e um
Onde até o voo troncho de um anum
Fez progressos e teve evolução

Eu sei que a chuva é pouca e que o chão é quente
Mas tem mão boba enganando a gente
Secando o verde da irrigação
Não, eu não quero enchentes de caridade
Só quero chuva de honestidade
Molhando as terras do meu sertão

Israel é mais seco que o Nordeste
No entanto se investe de fartura
Dando força total à agricultura
Faz brotar folha verde no deserto

Dá pra ver que o desmando aqui é certo
Sobra voto, mas, falta competência
Pra tirar das cacimbas da ciência
Água doce que regue a plantação

Eu sei que a chuva é pouca e que o chão é quente
Mas tem mão boba enganando a gente
Secando o verde da irrigação
Não, eu não quero enchentes de caridade
Só quero chuva de honestidade
Molhando as terras do meu sertão

Eu sei que a chuva é pouca e que o chão é quente
Mas tem mão boba enganando a gente
Secando o verde da irrigação
Não, eu não quero enchentes de caridade
Só quero chuva de honestidade
Molhando as terras do meu sertão

Seu doutor, os nordestinos têm muita gratidão
Pelo auxílio dos sulistas nesta seca do sertão
Mas doutor, uma esmola a um homem que é são
Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão

É por isso que pedimos proteção a vosmicê
Homem, por nós, escolhido, para as rédias do poder
Pois doutor, dos vinte estados, temos oito sem chover
Veja bem, mais da metade do Brasil tá sem comer

Dê serviço a nosso povo, encha os rios e barragens
Dê comida a preço bom, não esqueça a açudagem
Livre assim, nós da esmola, que no fim desta estiagem
Lhe pagamo inté os juros sem gastar nossa coragem

Se o doutor fizer assim, salva o povo do sertão
Quando um dia a chuva vim, que riqueza pra nação
E nunca mais nós pensa em seca, vai dá tudo neste chão
Como vê, nosso destino, mercer tem na vossa mão

Seu doutor, os nordestinos têm muita gratidão
Pelo auxílio dos sulistas nesta seca do sertão
Mas doutor, uma esmola a um homem que é são
Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão

 

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 O vegetal escolhe o lugar para nascer de acordo com os 4 elementos da Natureza e suas variáveis atmosféricas; os animais (da fauna) escolhem o lugar para nascer e viver de acordo com o nível de cobertura vegetal que é autótrofo (converte os elementos da Natureza em massa orgânica; alimento(principal Elo); respiração (oxigênio e gás carbônico), remédios; Na zona da mata RN tem bambu, porém não existe no agreste e sertão; Por isso o Urso Panda não viveria no sertão e agreste NE. O importante centro de pesquisas chinês China Bamboo Research Center - CBRC (2001) destacou que a partir dos anos 1980 tem havido uma intensificação do uso do bambu em diversas áreas industriais, sobressaindo-se a produção de alimentos, a fabricação de papel, além de aplicações em engenharia e na química.

Existem dois seguimentos na produção de polpa celulósica, o de “fibra curta” e o de “fibra longa”: o primeiro utiliza como matéria-prima madeira de espécies do gênero Eucalyptus spp. e é voltado para a produção de papéis de escrever, imprimir e para fins sanitários; o segundo utiliza madeira de espécies do gênero Pinus spp. e é voltado para a produção de embalagens.[3] Por apresentar dimensões de fibras intermediárias, a biomassa de bambu pode ser utilizada para a produção simultânea de polpa celulósica de fibra longa e de fibra curta.[4]
Produtos à base de bambu processado (“madeira” de bambu) podem substituir, ou até mesmo evitar, o corte e o uso predatório de florestas tropicais, destacando-se, dentre outros, produtos como carvão, carvão ativado, palitos, chapas de aglomerados, chapas de fibra orientada (OSB), chapas entrelaçadas para uso em fôrmas para concreto (compensado de bambu), painéis, produtos à base de bambu laminado colado (tais como pisos, forros, lambris), esteiras, compósitos, componentes para construção/habitação e indústria moveleira, entre outros.[5] Bastante utilizado em vários tipos de construções indígenas também.[2] Existem estudos para utilização de bambu em concreto, em substituição ao aço.
No Brasil
Porém, apesar de sua versatilidade a planta ainda é pouco utilizada no Brasil, quer seja pelo desconhecimento de suas espécies, características e aplicações, quer seja devido à falta de pesquisas específicas e à ineficiente divulgação das informações disponíveis.[carece de fontes] No Brasil, o uso que se faz do bambu está restrito a algumas aplicações tradicionais, como artesanato, vara-de-pescar, fabricação de móveis e na produção de brotos comestíveis.
No Brasil, o Centro Brasileiro Inovação e Sustentabilidade - CEBIS, uma organização sem fins lucrativos, promove o desenvolvimento da cadeia produtiva do bambu do Brasil. No ano passado, auxiliou na aprovação da lei n~21.162 no estado do Paraná, que incentiva a Cultura do Bambu visando à disseminação do seu cultivo agrícola e à valorização do bambu como instrumento de promoção do desenvolvimento socioeconômico sustentável do Estado por meio de suas múltiplas funcionalidades. A cultura do bambu neutraliza as emissões de carbono. O cultivo do bambu é barato e além de agregar valor na sua cadeia produtiva é uma cultura sustentável que traz benefícios ambientais, econômicos e sociais. Sua produção pode ser usada desde a construção civil até na alimentação. Recentemente, foi habilitada e classificada para a Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - CNDOS da Presidência da República.
Alimentação humana
A maioria das espécies possui brotos comestíveis, entretanto as recomendáveis são as variedades Dendrocalamus latiflorus (Bambu Chinês), D. asper, D. giganteus (Bambu Gigante), Phylloslaces bambusoides, Bambusa tuldoides.[6]
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Foto de Damião Medeiros.

Xote Ecologico

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 seu doutor, uma esmola a um Homem que é são, se não mata de vergonha, mas vicia o cidadão (vozes da seca)“O Nordeste tem cada vez menos pessoas em atividades como agricultura e pecuária", afirmou a economista do IBGE

Valter Campanato/Agência Brasil
Agência Brasil
De 2012 para 2017, a Região Nordeste perdeu cerca de 1 milhão de trabalhadores rurais. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad-C): Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2012-2017, divulgada nesta quinta-feira (😎 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual de pessoas ocupadas que trabalham em fazenda, sítio, granja ou chácara na região passou de 22,4% para 16,2% no período.
Apesar de ainda ter a maior proporção do país, o Nordeste teve também a maior queda no período. Considerando todo o Brasil, os últimos dados mostram que 11,1% da população ocupada trabalham em áreas rurais, um contingente de 8 milhões de pessoas. Segundo a economista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE Adriana Beringuy, esse movimento é observado desde 2012 e confirmado em 2017, com o Nordeste registrando a menor taxa da série para trabalhadores em estabelecimentos rurais.
“O Nordeste tem cada vez menos pessoas em atividades como agricultura e pecuária, apesar de ainda ser um montante importante. Ainda que haja essa queda ano após ano, a ocupação nesses estabelecimentos em regiões como o Norte e o Nordeste é extremamente importante. Essas atividades ocupam parte significativa dos trabalhadores do país, ainda que esteja havendo tendência de queda”.
Na Região Norte, a proporção de trabalhadores em fazenda, sítio, granja ou chácara ficou em 18,7% no ano passado. No Centro-Oeste, ficou em 12,4%, no Sul em 12,4% e o Sudeste tem 6,5% da população ocupada em estabelecimentos do campo. Segundo Adriana, o Brasil teve queda de 274 mil pessoas nesses estabelecimentos de 2016 pra 2017, sendo que no Nordeste a queda foi de 386 mil. O balanço nacional foi compensado pelo crescimento de 133 mil no Sudeste.
Adriana explica que o trabalho no campo tem incidência importante da agricultura familiar, com pequenos estabelecimentos e de situações informais, que podem ter sido afetados pela diminuição no financiamento do Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e também por fatores climáticos.
“São pequenos agricultores que, muitas vezes, dependem de financiamento, como o Pronaf, e nos últimos anos têm sido muito penalizados pela questão da seca, que se acentuou na safra 2016/2017. Então, uma série de fatores, tanto de recursos quanto climáticos, podem estar afetando a fixação do trabalhador rural nesses pequenos estabelecimentos na Região Nordeste”.
Cooperativas
O número de pessoas ocupadas, como empregadores ou trabalhadores por conta própria associados a cooperativas de trabalho ou produção, caiu para 5,8% em 2017, em comparação a 2012, quando a taxa era de 6,4%. A Região Sul tem a maior proporção, com 10,3% das pessoas ocupadas associadas a cooperativas. A menor taxa é a do Centro-Oeste, com 4,9%. Por sexo, 6,7% dos homens estão nessa categoria de ocupação, ante 4,1% das mulheres.
De acordo com a economista, a agricultura sempre teve taxas altas de cooperativados, mas agora está na menor da série histórica, reflexo também da diminuição do trabalho no campo.
“Associados à cooperativa correspondem a menos de 6% dos empregadores e trabalhadores por conta própria. Mas é uma atividade que está muito concentrada na agricultura, cerca de 46% dos cooperativados estão em atividades agrícolas. No Brasil esse percentual é 5,8%, mas na Região Sul chega a 10,3%. O predomínio é de Santa Catarina, que tem o maior percentual de cooperativados no Brasil”.

 Botar fogo pra secar a água, matar o mato, espantar os bichos, pra abrir espaço pra nossas selvas humanas de pedras; Desmatamento na Amazônia brasileira atinge o máximo em 12 anos

Por Shasta Darlington, CNN
Atualizado 1111 GMT (1911 HKT) 1 de dezembro de 2020
Tribos amazônicas estão usando drones para rastrear o desmatamento no Brasil
Tribos amazônicas estão usando drones para rastrear o desmatamento no Brasil 03:24
São Paulo (CNN) O desmatamento na Amazônia brasileira atingiu a maior alta em 12 anos no ano entre agosto de 2019 e julho de 2020, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) do país.
Ao longo desse tempo, 11.088 quilômetros quadrados (6.890 milhas quadradas) foram destruídos - um aumento de 9,5% em relação ao período do ano anterior e o maior nível de destruição desde 2008, disse o INPE durante uma coletiva de imprensa para divulgar seus dados anuais na segunda-feira.
O desmatamento aumentou desde que o presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro assumiu o cargo em janeiro de 2019. Bolsonaro encorajou o desenvolvimento da Amazônia e despojou as agências responsáveis ​​pela prevenção da extração ilegal de madeira, pecuária e mineração na floresta tropical.
Frequentemente, fogos são acesos na Amazônia para limpar a vegetação de partes da floresta que já foram cortadas - tudo em preparação para o plantio ilegal de pastagens e criação de gado.
Os defensores da linha de frente da Amazon estão sob cerco. Onde estão seus reforços?
Os defensores da linha de frente da Amazônia estão sob cerco. Onde estão seus reforços?
Ambientalistas criticaram o apoio declarado de Bolsonaro à exploração madeireira e ao desenvolvimento na Amazônia como um sinal de incentivo para operações ilícitas de desmatamento.
Em agosto, Bolsonaro classificou os dados oficiais e as notícias sobre incêndios na Amazônia de "mentira".
O presidente tem enfrentado pressão para tomar medidas para preservar a Amazônia. Em 2019, um grupo de 34 investidores internacionais ameaçou se desinvestir de empresas brasileiras, a menos que fossem tomadas medidas para conter a destruição e apagar os incêndios que assolam a região.
Seu governo tomou algumas medidas para fazer isso, proibindo incêndios periodicamente e alocando militares para ajudar a controlar os incêndios.
Mas os novos números são contundentes. A ONG ambientalista Greenpeace documentou a destruição , divulgando fotos de um sobrevoo em 16 de agosto no sul do Amazonas e em Rondônia - incluindo áreas protegidas que não podem ser legalmente exploradas para fins comerciais - mostrando chamas e fumaça.
Desmatamento na Amazônia está se acelerando apesar do coronavírus
Desmatamento na Amazônia está se acelerando apesar do coronavírus
No debate presidencial de setembro, Joe Biden disse que as "florestas tropicais do Brasil estão sendo derrubadas", acrescentando que ele estaria "garantindo que os países do mundo recebessem US $ 20 bilhões para dizer 'aqui estão US $ 20 bilhões, pare de destruir o floresta e se você não fizer isso, você terá consequências econômicas significativas. '"
Bolsonaro bateu em Biden após seus comentários , dizendo que era "difícil entender uma declaração tão desastrosa e desnecessária".
A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo e um recurso indispensável na batalha contra o aquecimento global. Quando a floresta tropical é saudável, suas árvores e plantas retiram bilhões de toneladas de dióxido de carbono da atmosfera a cada ano, tornando-a uma das melhores defesas do planeta contra as mudanças climáticas.
Não é o único hotspot de biodiversidade em chamas este ano. A região do Pantanal da América do Sul foi atingida pelos piores incêndios florestais em décadas. As chamas consumiram cerca de 28% da vasta planície de inundação que se estende por partes do Brasil, Bolívia e Paraguai.
Zonas úmidas como o Pantanal são os sumidouros de carbono mais eficazes da Terra - ecossistemas que absorvem e armazenam mais carbono do que liberam, mantendo-o longe da atmosfera. Com cerca de 200.000 quilômetros quadrados, o Pantanal compreende cerca de 3% das áreas úmidas do globo e desempenha um papel fundamental no ciclo do carbono.
Ivana Kottasová da CNN, Rodrigo Pedroso, Marcia Reverdosa e Emma Reynolds contribuíram para esta reportagem.

Luiz Gonzaga e Dominguinhos: Vozes da seca

A Triste Partida - Luiz Gonzaga