sexta-feira, 10 de julho de 2026

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 Severino Medeiros

O fogo é um agente de destruição incompatível com a vida de tal forma que o fogo e a vida não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo; a árvore que não produz bons frutos deve ser cortada e lançada ao fogo(ensinamento Bíblico se referindo ao Homem Mau) Festas juninas, a festa do fogo, folclore e profano.
O fogo é um agente de destruição incompatível com a vida, de tal forma que o fogo e a vida não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo; onde tem fogo não tem água, não tem atmosfera, não tem vida, não tem Natureza. O fogo não existe por si só – depende da reação entre vários elementos químicos, entre os quais o oxigênio e carbono; o fogo depende da ignição e combustão; onde tem fogo, têm cinzas, fumaça, fuligem, carvão, elementos desprovidos de vida.
A relação do homem com o fogo, desde o homem das cavernas, é de temor, adoração, divindade. O Homo Erectus usava o fogo para iluminar e aquecer o ambiente frio de sua morada – a caverna; fora da caverna o fogo lhe parecia destruidor, sobrenatural; esta foi a relação do homem com o fogo durante milhões de anos; há 1,5 milhões de anos o homem (Homo Erectus) incluiu a carne em sua dieta, mas como seu organismo não pode digerir a carne crua, o fogo passou a ser usado também para assar ou cozer seu alimento. Há 3.000 anos o Homo Sapiens passou a usar o fogo, também, para trabalhar os metais – bronze, chumbo, estanho, cobre, ferro, prata, ouro, transformando-os em peças de utilidades ou ornamentais; Durante a vida terrena de Jesus Cristo, há 2.000 anos na Palestina, oriente médio, a iluminação da casa era feita por lamparina (lampião) que queimava gordura de animais, ou petróleo que aflorava naturalmente naquela região. A Palestina é um deserto aonde o calor durante o dia chega a 50ºC, mas à noite a temperatura pode baixar para zero grau centígrado, impossível de ser suportado pelo homem, razão pela qual se criou o hábito de acender um fogo de lenha para manter a casa aquecida; nos aglomerados urbanos, vilas, havia um fogo em cada casa, e do lado de fora uma fogueira em torno da qual as pessoas ficavam conversando, trocando ideias.
Na parte fria da Europa, inclusive parte de Portugal, mantinha-se um fogo de lenha aceso na lareira, mesmo durante o dia; nas terras selvagens das Américas e África os selvagens usavam o fogo inclusive para homenagear seus deuses totêmicos (a ideia foi trazida para o Brasil nas seitas afro-brasileiras); Na América do Norte os selvagens usavam o fogo, também, para se comunicar com sinais de fumaça. O português medieval que colonizou o Brasil admirava o fogo já que a tecnologia da época dependia essencialmente da ação destruidora do fogo. Juntando-se a dependência do homem português com o fogo; mais a relação íntima, espiritual do escravo africano com o fogo; somadas à devoção que o índio brasileiro tem com o fogo, deu como resultado, as 3 fogueiras juninas do Nordeste, que acontecem nas noites de 12/13, 23/24 e 28/29 de junho, todos os anos.
O povo português, na sua religiosidade ingênua, medieval introduziu na literatura brasileira, para justiçar a existência das fogueiras, a seguinte anedota: Izabel e Zacarias, pais de João Batista, moravam em uma colina, enquanto Maria, mãe de Jesus, prima de Izabel, morava no vale; Izabel daria à Luz a João Batista, 5 meses antes do nascimento de Jesus Cristo; Izabel teria dito a Maria que acenderia uma fogueira em sua casa, na colina, para avisar do nascimento de João Batista; a primeira controvérsia dessa estória é que, segundo a Bíblia Sagrada, Maria estava na casa de Izabel quando João Batista nasceu. Mesmo que essa estória justificasse a fogueira de João Batista, na noite de 23/24 de junho, mas o que dizer das fogueiras das noites de 12/13 e 28/29 de junho?
As fogueiras juninas são um verdadeiro estupro à vida; é difícil de entender que um ser racional possa acreditar que o fogo homenageia os santos de Deus (o mesmo não se pode dizer dos santos do candomblé, macumba, feitiçaria).
As fogueiras nordestinas queimam a cada ano 52.200.000m³ de madeira verde (viva), desmatamento de cerca de 2.000 hectares de matas, ou 20 km², por ano. Esse FOGO tira da madeira verde 10.000.000m³ de água e gases que são lançados na atmosfera juntamente com 4.176.000kg de fumaça, poluição olfativa e visual, obstrução do sistema de respiração e fotossíntese, obstrução dos poros da pele dos animais, destruição da camada de ozônio, agravamento do efeito estufa, responsável pelas chuvas ácidas.
O termo “brasileiro” tem origem no pau-brasil da zona da mata nordestina aonde nasceu o Brasil; pau-brasil, da cor de brasa, Fogo; nas festas juninas tem fogueiras, balões, foguetes e foguetões que provocam acidentes (queimaduras ) nas pessoas, incêndios nas matas e todo tipo de poluição; essa cultura do fogo nordestino, originária da mesclagem cultural medieval portuguesa, cultura da pedra lascada indígena, cultura da pedra polida africana, abrange outras formas do mal uso do fogo – as queimadas e coivaras na abertura de campos de lavoura e de pastagem; entre os séculos XVIII e XX essa cultura do fogo eliminou 80% da vegetação nativa da Região Nordeste;
O que acontece com um corpo animal ou vegetal, vivo, colocado no fogo brasileiro de 300ºC: Toda água e todos os gases do corpo evaporam ( na fumaça) para a atmosfera, que representa cerca de 70% do corpo; a massa orgânica lipídios, glicídios, açúcares evaporam em forma de fumaça para a atmosfera e parte vira cinzas, cerca de 26% do corpo vegetal ou animal; os 4% de elementos químicos minerais terão a estrutura alterada, integrando-se às cinzas.
Cada fogueira junina tem mais de um metro de lenha, ou 0,5m³ de massa vegetal, cerca de 500 kg. Depois do fogo restam, no local da fogueira, coivara, 2kg e cinzas, fuligem e carvão que causarão, indefinidamente, danos ao ambiente – à água nos lagos, açudes; ao solo com a grande concentração do elementos químicos sódio e cloro que na covalência se tornarão cloreto de sódio, e a combinação com o ácido nítrico criam-se o nitrato de sódio – salitre; a vegetação secundária no semiárido é menor do que 0,1m³ de massa vegetal por metro quadrado, de modo que cada fogueira (são 3 fogueiras) consome massa vegetal de 5m²; a fumaça resultante da queima da fogueira é lançada na atmosfera, mais de 4 mil toneladas durante os 22 dias das 3 fogueiras, no mês de junho; parte dessa fumaça e fuligem são rebocadas para a litosfera pelo AR e pelas chuvas, criando ácidos, contaminando o solo, a água e bloqueando a os poros da epiderme de vegetais e animais, um DESASTRE sem precedente. As fogueiras juninas são primitivas, próprias do homem das cavernas.
Severino Medeiros
A Terra tem 4,6 bilhões de anos porem durante 1,1 bilhão de anos era árida, vazia, em trevas porque era um corpo disforme em que 90 átomos diferentes reagiam entre si com seus campos energéticos atômicos nucleares provocando calor, fogo, fumaça expelidos para todos os lados e em torno desse corpo, agindo em um espaço sideral milhares vezes do que a Terra é hoje. Porém a Terra é provavelmente o único corpo sideral planejado para ter vida orgânica, e para isso a existência de elementos físicos energético/atômico/nucleares que geram, integram e mantém a Vida orgânica/celular: 1) energia luminosa e calorífica do Sol; 2) atmosfera respirável com água no estado gasoso e gases;; 3) água no estado líquido; 4) Solo orgânico/mineral; os primeiros seres vivos criados, unicelulares, microrganismos na água no estado gasoso, a maioria anaeróbico, anaeróbios (não toleram o oxigênio da expiração dos vegetais e inspiração dos animais); Os microrganismos podem viver em quase todos os ambientes da Terra, exceto em vulcões ativos onde a temperatura passa de 500º C, como nas fogueiras juninas; Em grande parte da superfície da Terra (continentes) existem desertos de vida onde 2 ou mais dos 4 elementos da Natureza estão em desequilíbrio para gerar, e manter a vida, complexa, diversificada de animais e vegetais; Nos Oceanos a vida vegetal é insignificante( se comparado a cobertura vegetal nas terras emersas) PORQUE no leito dos Oceanos não tem solo/orgânico mineral; Luz solar, ventilação, mas, principalmente, não tem água doce no estado líquido, terceiro elemento, cuja relação e independência entre ambas, tem a cobertura vegetal como quinto Elemento, conforme: Gn 2,5. O Homem é o único ser vivo que tem domínio sobre o fogo, porém por isso usa-o para a destruição (como arma de fogo, guerra nuclear) mas principalmente para secar a água, divertimento, e na agricultrura paleolítica desde Caim - Gn 4.
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