quinta-feira, 6 de agosto de 2026

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 Severino Medeiros

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Compartilhado com: Público
A seca criada e mantida durante 300 anos em Conto, poesia, versos e canção se agrava com a tecnologia; o Homem criou o BICHO e agora não tem armas para destruí=lo Faz sem querer e sem saber. Apologia a seca que a gente faz com muita água e tecnologia; A Triste Partida
Música de
Luiz Gonzaga
Setembro passou
Oitubro e Novembro
Já tamo em Dezembro
Meu Deus, que é de nós
(Meu Deus, meu Deus)
Assim fala o pobre
Do seco Nordeste
Com medo da peste
Da fome feroz
(Ai, ai, ai, ai)
A treze do mês
Ele fez experiência
Perdeu sua crença
Nas pedras de sal
(Meu Deus, meu Deus)
Mas noutra esperança
Com gosto se agarra
Pensando na barra
Do alegre Natal
(Ai, ai, ai, ai)
Rompeu-se o Natal
Porém barra não veio
O sol bem vermeio
Nasceu muito além
(Meu Deus, meu Deus)
Na copa da mata
Buzina a cigarra
Ninguém vê a barra
Pois barra não tem
(Ai, ai, ai, ai)
Sem chuva na terra
Descamba Janeiro
Depois fevereiro
E o mesmo verão
(Meu Deus, meu Deus)
Entonce o nortista
Pensando consigo
Diz isso é castigo
Não chove mais não
(Ai, ai, ai, ai)
Apela pra Março
Que é o mês preferido
Do santo querido
Senhor São José
(Meu Deus, meu Deus)
Mas nada de chuva
Tá tudo sem jeito
Lhe foge do peito
O resto da fé
(Ai, ai, ai, ai)
Agora pensando
Ele segue outra tria
Chamando a famia
Começa a dizer
(Meu Deus, meu Deus)
Eu vendo meu burro
Meu jegue e o cavalo
Nós vamos a São Palo
Viver ou morrer
(Ai, ai, ai, ai)
Nós vamos a São Palo
Que a coisa tá feia
Por terras alheia
Nós vamos vagar
(Meu Deus, meu Deus)
Se o nosso destino
Não for tão mesquinho
Ai, pro mesmo cantinho
Nós torna a voltar
(Ai, ai, ai, ai)
E vende seu burro
Jumento e o cavalo
Inté mesmo o galo
Venderam também
(Meu Deus, meu Deus)
Pois logo aparece
Feliz fazendeiro
Por pouco dinheiro
Lhe compra o que tem
(Ai, ai, ai, ai)
Em um caminhão
Ele joga a famia
Chegou o triste dia
Já vai viajar
(Meu Deus, meu Deus)
A seca terrívi
Que tudo devora
Lhe bota pra fora
Da terra natá
(Ai, ai, ai, ai)
O carro já corre
No topo da serra
Oiando pra terra
Seu berço, seu lar
(Meu Deus, meu Deus)
Aquele nortista
Partido de pena
De longe acena
Adeus meu lugar
(Ai, ai, ai, ai)
No dia seguinte
Já tudo enfadado
E o carro embalado
Veloz a correr
(Meu Deus, meu Deus)
Tão triste, coitado
Falando saudoso
Com seu filho choroso
Exclama a dizer
(Ai, ai, ai, ai)
De pena e saudade
Papai sei que morro
Meu pobre cachorro
Quem dá de comer?
(Meu Deus, meu Deus)
Já outro pergunta
Mãezinha, e meu gato?
Com fome, sem trato
Mimi vai morrer
(Ai, ai, ai, ai)
E a linda pequena
Tremendo de medo
Mamãe, meus brinquedo
Meu pé de fulô?
(Meu Deus, meu Deus)
Meu pé de roseira
Coitado, ele seca
E minha boneca
Também lá ficou
(Ai, ai, ai, ai)
E assim vão deixando
Com choro e gemido
Do berço querido
Céu lindo azul
(Meu Deus, meu Deus)
O pai, pesaroso
Nos fio pensando
E o carro rodando
Na estrada do Sul
(Ai, ai, ai, ai)
Letra de Patativa do Assaré.
Post compartilhado
 
 
Autor
Em cada postagem vamos transcrever esta introdução sobre as questões que envolvem uma das 16 modalidades de obras inúteis que concorrem, com o desperdício de dinheiro público e agravamento do problema. desemebrasil.blogspot.com
Educação Ambiental
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Autor
Uma das 16 modalidades de obras hídricas da indústria da seca - um pequeno açude, barreiro, cujo número passa de 2.000.000 de unidades, em 1.000,000km2 do semiárido; quando a água da chuva bate no chão vira lixo;, porque a água é solvente e substrato da Natureza - água mole em pera dura....A água da chuva foge daqui como o diabo da Cruz - a água é um fluído de baixa viscosidade e grande massa específica, capaz de escoar e tomar as formas do seus recipientes na Atmosfera, litosfera e hidrosfera; captar e armazenar água da chuva no chão, á céu aberto com o novo clima imposto pelo aquecimento global e El ñino é mais que suicídio - é bestialidade humana.
 
 
Autor
O Brasil nasceu na zona da mata nordestina, com cerca de 100.000km2, em 6 Estados nordestinos, que Pero Vaz de Caminha descreveu como o Paraíso terrestre depois que o Éden, Jardim de Deus despareceu da Mesopotâmia; AQUI EM SE PLANTANDO TUDO DAR. 2 ESTADOS NE, MA e PI tem 360.000km2 de NE Amazônico; não tem como fazer seca em 1/2 da BA; 4 Estados NE - BA-SE-AL-PE são banhados pelos rio São Francisco; a grande maioria dos brasileiros veem o NE como 1/2 seca, 1/4 festas e 1/4 preguiça, porque não sabem que a seca foi montada, cultivada, cultuada culturalmente por notáveis literatos nordestinos a exemplo (MAL/mau) de Eça de Queiroz, João Cabral de Melo Neto, e outros que se tornaram notáveis promovendo a estigma de miséria, de desgraça; a seca nordestina dar status; Hoje temos os industriais da seca, que são os nossos dirigentes políticos e os operários, sanguessugas que sobrevivem as expensas dos programas paternalistas nojentos oficiais; não vamos entrar no mérito da corrupção política, roubalheira, fuxico político, que são fenômenos também culturais, porém mais novos, mas que pode ter sido gerado no "coronelismo NE, nos campos de concentração para flagelados da seca, nas frentes de emergência, no saques ás feiras libres do NE, e nos atuais currais eleitorais, imorais, onde se compra e se vende um voto por 100 reais, sem remorso, sem nenhum sentimento de culpa, escrúpulos. Vamos mostrar, registrar como o Governo, a comunidade científica manobram os recursos públicos, a partir do NE, para alimentar a seca e a desertificação no BR, aplaudidos por 50% dos brasileiros e indiferente para o restante; vamos comentar com argumentos científicos, a incongruência entre as medidas adotadas na suposta solução, e o agravamento do problema.
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