Severino Medeiros
No sertão o xiquexique é abundante na caatinga e nos lajedos nas serras; Cacto que durante as chuvas capta do terreno muita água, por intermédio de suas raízes, armazenando-a no corpo; na Caatinga não há solo, e no sub solo raso, fino, recheado de seixos fica 5% da água da chuva precipitada; por isso o xiquexique prefere os lajedos, fixando-se nas depressões do lajedo onde o vento acumula poeira e folhas secas, que mesmo sendo pouca terra, acumula também água vinda diretamente da chuva, facilitando a captação de água e nutrientes minerais por parte das raízes do xiquexique; xiquexique é uma polpa, com espinhos em 100% do corpo, e poucos nutrientes minerais; tem um miolo de amido que representa a reserva nutricional do xiquexique; Nas grandes secas morreram de fome milhares de sertanejos comendo o miolo do xiquexique assado; mas afruta de xiquexique é o elemento mais nutritivo, porém somente aparece após a floração, com chuvas no sertão; no verão o pecuarista sertanejo colhe o xiquexique e queima os espinhos com maçarico em gás butano para o gado, mas sendo tão pobre em nutrientes não atende as necessidades nutricionais de uma animal bovino. Nem o xiquexique vive quando o sertão tem 3 a 5 anos seguidos com menos de 100mm de chuvas. O Lajedo é um deserto de pouca, ou nenhuma vida: não tem solo, não água; excesso de calor, ventos secos, quentes. Os tanques nas depressões do lajedo submetidos ás intempéries recebem água das chuvas, com toda a imundície com restos mortais de animais, excrementos, sujeira, tornando-se esse líquido impróprio para se beber, ou mesmo para aguar plantas.
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Severino Medeiros
Cardeiro, ou cacto mandacaru queimado para dar ao gado como alimento de pouco valor nutritivo, porém melhor que xiquexique.

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