Post de Severino
Não é real, não é física, mas, pontual, periódica, nada a ver com falta de chuvas, e portanto seca intelectual; examinando 10 trabalhos literários que conta a seca em prosa, versos e canções: Vidas Secas - Graciliano Ramos, 1938/PB; Morte e Vida Severina -João Cabral de Melo Neto (PE); A Bagaceira - José Américo de Almeida/PB; os Sertões - Euclides da Cunha, escrevendo para Jornais de SP; Barro BLANCO, José Moura de Vasconcelos (RN); O Quinze, Raquel de Queiroz; A Fome no Ceará, Rodolfo Teófilo/CE; Os Retirantes, José do Patrocínio; Triste Partida, Patativa do Assaré (CE); Vozes da Seca, Luiz Gonzaga/Zé Dantas(PE); a primeira incongruência na abordagem do tema é que em nenhuma parte do NE chove menos de 300mm, ao ano, que significa 300 milhões de litros por km2; 2) que o semiárido natural do NE são as caatingas, por não TeR SOLO, quarto Elemento da Natureza e por ISTO fica menos de 5% da água das chuvas de 600mm(média)ano /não é semiárido hídrico - a caatinga tem massa vegetal de 0,10m3/m2: - ausência, ou escassez de Solo, quarto Elemento; déficit hídrico porque a água FOGE (flui 95%), terceiro elemento; o Vegetal é o quinto ELEMENTO tal é seu comprometimento com o equilíbrio do clima - Gn 2,5. As caatingas em 8 Estados NE é o retrato fiel de que a seca NE é bestialidade humana: Por ausência de solo, quarto Elemento, ficam 30Llitros de água, por m2, dos 600mm - 600 litros de água da chuva por m2, ao ano na caatinga; por não ter solo e se disponibilizar menos de 5% da água da chuva precipitada, não se planta, não se colhe na caatinga e já não tem o que se queimar em 250.000km2; Dento da Caatinga uma infinidades de rios porque: a) 95% da água da chuva precipitada escorre por gravidade para a depressão do terreno; b) a caatinga é ligeiramente ondulada, recheada de seixos e lajedos emergentes impermeáveis á água, e sem drenagem não há água subterrânea para poços tubulares até 100m de profundidade; Nos rios dentro da caatinga duas várzeas de solo de sedimentação espesso (como nos rios da Mesopotâmia) que durante milhares de anos criou e manteve uma cobertura vegetal de grande porte de 0,60m3/m2, de cerrado - oiticica, juazeiro, umbuzeiro, umburana, angico...., mais de 200 espécies vegetais de árvores, arbustos e relva, totalmente devastadas como área de agricultura e campos de pastagens da agropecuária paleolítica de 200 anos. Todos os anos chove, e toda água da chuva precipitada é absorvida pela calha de areia do rio, criando um lençol freático na camada de areia, 1.000 litros de areia X 600 litros de água; quando a camada de areia está saturada com água com qualquer chuvinha tem água corrente no leito do rio; essa água da areia do rio se infiltra, por pressão, entre a rocha matriz (lajedo) e o barro (argila) das várzeas laterais, formando um lençol de água de volume descomunal, permitido cacimbões nas várzeas e cacimbas rasas na areia do leito do rio; a água do lençol da areia FLUI por gravidade, das nascentes para a foz, secando o lençol, enquanto que nas várzeas permanecem o lençol de água; como se trata de água doce das chuvas, essa água da cacimba e do cacimbão é doce por muito tempo, ou seja, o cloreto e nitrato de sódio presentes em algumas várzeas desses rios é insignificante diante do grande volume de água doce, água de se beber e se irrigar lavoura; quando a água do lençol vai fluindo, fugindo, diminuindo o volume de água, o teor de sal vai aumentando tornando a água imprópria para se beber; enquanto viver água na camada de areia do rio até 30cm de profundidade pode-se plantar lavoura de pequeno porte e de pequeno ciclo de vida, técnica passada aos índios do Vale do Açu=RN pelos integrantes do Brasil Holandês; a areia do rio, areia lavada, é desprovida de nutrientes minerais, exigindo 10 litros de estrume em cada cova de planta; o RGN tem 6.000 km de leito de rios secos, no sertão e agreste (45.000km2); com uma obra hídrica apropriada, nessa calha de areia de 1.000.000.000m3 pode reter, armazenar com segurança, todos os anos, 600 milhões de m3 de água doce das chuvas; enquanto isto todos os anos governo RN decreta seca com o mínimo de 450mm de chuvas; a seca não é real por falta de chuvas, mas, intelectual por falta de cérebro; a seca é fome, miséria, atraso (IDH) e dar status, desde os notáveis intelectuais que atingiram notoriedade com suas mentes doentias arquitetada na matança dos índios e na escravatura dos negros africanos; a seca, crime organizado, continua com mais violência, corrupção generalizada, ao mal exemplo das obras da indústria da seca, do fim do mundo.
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