segunda-feira, 1 de abril de 2019
Educação Ambiental 130
5)Um problema social – a água de se beber no semi-árido NE.
A água doce e potável para se beber e a água doce limpa para se produzir alimentos – agropecuária, será a causa da extinção da vida nas terras emersas, habitat do homem.
Nos Veredictos anteriores mostramos que 70% das doenças do homem nordestino são adquiridas na água de se beber; antes eram as doenças causadas por vermes-nematelmintos e platelmintos; agora são doenças causadas pelo veneno da lavoura irrigada na represa dos açudes e barragens, agravadas pelo o que a comunidade científica chama de “tratamento da água” que consiste unicamente na introdução de cloro, mas não retira as partículas e os corpos estranhos na água, entre os quais a argila;
80% da água dos açudes e subterrânea do semiárido são salobra/salgada, por causa do cloro+sódio; o cloro é um ácido que normalmente é ingerido, pelo homem, nos alimentos, em quantidade natural; o cloro certamente não elimina todos os microorganismos da água, pois se assim fosse não existiam microorganismos na água do Mar;
Já vimos em outros Veredictos que a água da cisterna é a água mais doente, nociva do semiárido (por causa da área de captação de água, o telhado com telhas coloniais); a superfície da telha Colonial de argila é porosa, ideal para o acúmulo (enchendo os poros) de todo tipo de sujeira e veneno; para nossa visão instintiva essa água parece limpa, mas na visão intuitiva a água da cisterna é a principal “desgraça” do homem nordestino.
Embora a água e o alimento tenham a mesma entrada (pela boca) no corpo animal do homem, a partir de certo ponto, do organismo, a água e os alimentos tomam caminhos diferentes; no organismo do Homem a água representa até 90%, como é o caso do sangue; água doente é sangue doente, não é vida; 90% dos casos de câncer nos rins, na bexiga e na uretra são causados por corpos estranhos na água de se beber. O veneno da água também vai para os alimentos.
No RGN existe o açude Armando Ribeiro Gonçalves, no rio Açu, o maior reservatório de água deste Estado; a água desse açude é salobra (não é potável), abastece metade da população humana do RN, e ainda, é a única fonte de água para se fazer agricultura irrigada. A procura pela água (abastecimento urbano e irrigação de lavoura) é maior do que a oferta de água doce patrocinada pelas chuvas – é a equação exata para que a água fique salgada até o ano 2.030; da parede do açude até a foz do rio Açu, em Macau, a água da irrigação de lavoura sai pelas comportas e por isso o veneno da lavoura não vai atingir a represa de água; todavia, é notório que maior volume de veneno é introduzido na lavoura irrigada nas margens da água da represa.
O Governo do RN teria que fazer, já, uma opção com relação ao consumo de água do açude Armando Ribeiro Gonçalves: a água seria exclusivamente para o abastecimento urbano, suspendendo-se todo tipo de atividade agrícola na represa da água, e ainda, desviar os esgotos das cidades que estão acima da parede do açude, no RGN.
É absolutamente FALSO imaginar-se que o veneno depositado no corpo de uma planta – nas folhas, flores, ramos, caule não atinja, também as raízes (enterradas) e os frutos – frutas e sementes (que virão depois) comestíveis pelo homem. Seria como imaginar que injetando veneno através de uma artéria (ou veia) do nosso braço, apenas o braço morresse; nossos corpos vivos(animais e vegetais)são células, tecidos e órgãos que interagem, instantaneamente quando são agredidos externamente. No corpo do vegetal circula, ininterruptamente, por todos os poros e células, a seiva (água+ nutrientes minerais+gases).
O homem precisa aprender, agora, que tudo o que mata microrganismos e insetos mata também a gente – é só uma questão de dose e tempo – somos, todos a mesma matéria básica e fazemos parte do mesmo universo vivo – não há como destruir um elemento vivo sem afetar o outro; Racional seria criar o equilíbrio ambiental por eliminação natural dos seres nocivos, conforme explicamos na seção 2 deste Veredicto.Água doce potável, para se beber, não tem cor, não tem minerais, não tem cheiro (odor). Em 80% do território semiárido (900.000km²) não existe água potável, e não há água tratada.
Transcrito do Informativo O Veredicto.
Educação Ambiental 129.
7)Educação, instrução, cultura. Mudar o mundo (texto transcrito do túmulo de um bispo anglicano, em uma Catedral da Inglaterra)
Quando eu era jovem minha imaginação não tinha limites, sonhava mudar o mundo; quando fiquei mais velho e mais sábio, descobri que o mundo não mudaria; então restringi um pouco minhas ambições, e resolvi mudar apenas o meu País; mas o país também me pareceu imutável.
No ocaso da vida, em última e desesperada tentativa, quis mudar minha família, mas eles não se interessaram nem um pouco, dizendo que eu sempre repetia os mesmos erros. Em meu leito de morte, enfim descobri: se eu tivesse começado por corrigir os meus erros, mudando a mim mesmo, meu exemplo poderia transformar minha família; o exemplo da minha família poderia contagiar a vizinhança, e assim eu teria sido capaz de melhorar o meu bairro, minha cidade, o país, e, quem sabe, o Mundo.Transcrito do Informativo O Veredicto.
Educação ambiental.
6)Administração e políticas públicas inválidas, principalmente, quando, ao invés de alimentos se produz lixo ou veneno para o homem.
O Planeta Terra tem uma superfície (crosta terrestre) com 510.000.000km², mas 87% dessa área são IMPRÓPRIOS para a produção de alimentos para o homem – 71% cobertos pela água salgada, 9% cobertos por desertos secos, 4% cobertos por desertos gelados e 3% ocupados por semi-áridos em processo de desertificação, como é o caso do semi-árido nordestino (natural e artificial) que já tem 1.000.000km²; dos 13% ,restantes, que existiam há 10.000 anos atrás, metade já foram destruídos pelo desenvolvimento (IN) sustentável do Homo Sapiens, alterando todas as variáveis atmosféricas que geram vida e, conseqüentemente, 30% da humanidade estão passando fome (solo esgota e escassez de água doce para a produção de alimentos).
No Nordeste Brasileiro há 20 milhões de pessoas que recebe (cada indivíduo) na(s) refeição(ões) diária(s), no máximo 1.000 calorias, um déficit de mais de 1.000 calorias por dia. Isto lhe atrofia o corpo e a mente e destrói as defesas do organismo, favorecendo as doenças. A Região Nordestina produz menos de 30% do alimento que consome (qualquer outra informação é falsa, é fantasia). Recentemente temos acompanhado, na mídia, a campanha do Presidente da República, tentando “fazer a cabeça” de alguns Governadores de Estados do Nordeste na idéia de se plantar mamona (carrapateira no NE) para a produção de biodíesel; assistimos, inclusive na TV,durante entrevista do Presidente Lula, a respeito desse assunto, o Governador do Estado do Paraná mastigando os caroços(grãos) de carrapateira(porque mata carrapato) quando então o Sr Presidente lhe explicou que se tratava de uma semente altamente tóxica ao organismo animal.
Mamona e agave são os únicos vegetais cultivados que não alimentam a vida; são plantas daninhas que agridem o solo, agridem a vida, criadas pela Natureza para o equilíbrio ambiental, como elementos de seleção natural.
O Governo quer plantar mamona onde deveria plantar feijão. Toda monocultura é uma agressão ambiental. Estaria essa campanha a serviço da morte? Esta ideia de se plantar mamona ao invés de alimentos para o homem lembra bem a década de 60 quando o governo brasileiro incentivou o plantio de agave (sisal) no Nordeste.
Em Zabelê-Touros-RN teve o maior plantio do Brasil – 11 mil hectares de agave. Tudo no agave (seria uma planta maldita?) é prejudicial ao homem e ao ambiente; seus espinhos aleijaram e cegaram muitos trabalhadores rurais; o processo de extração da fibra do agave é altamente tóxico para o aparelho respiratório e sangue; sua seiva é altamente corrosiva e corta a pele humana profundamente. O agave foi extinto em Zabelê há 30 anos, mas sua nocividade ao solo e á vida permanecem. Com o desmatamento do “mato grande” (microrregião do RN_) para o plantio de agave o clima sofreu uma mudança irreversível.
Na década de 60, também, o Governo Brasileiro importou dos desertos das Américas, mudas e sementes de algaroba, leguminosa forrageira, com as folhas e as vagens, para alimentar o gado do semiárido. A exemplo de todas as árvores leguminosas, a algaroba se alimenta basicamente do nitrogênio (com as bactérias nitrificadoras) do Ar Atmosférico, mantendo-se enfolhada e verde, mesmo no verão (sem chuvas).
No semi-áridoNE (e nos cerrados de todo o Brasil) existe a jurema, árvore nativa, bem adaptada ao ambiente e ao clima, leguminosa que reúne nas folhas, vagens e sementes, um teor nutricional (para o gado) superior ao da algaroba. A folha, casca, vagem e sementes da jurema têm poder cicatrizante (e provavelmente anticancerígeno) e são antivermes. Arrancaram a jurema para criar espaço para o plantio da algaroba. Hoje se sabe que a algaroba é nociva ao ambiente e a vida do semiárido e sendo uma planta egoísta (não tem outras árvores no seu ambiente) arrancá-las seria desproteger o solo já degradado.A algaroba tem uma vantagem alimentar com relação à jurema; sua vagem e sementes têm sabor adocicado (atrativo para o gado). A idéia de se plantar agave, algaroba e mamona, em grande escala é irracional, o que não nos surpreende em uma sociedade que ainda acredita que petróleo, o 2º lixo mais nocivo da Terra, é recurso natural.
60% dos alimentos dos seres vivos (animais e vegetais) dos Oceanos são oriundos das terras emersas e chegam aos Oceanos na água corrente dos rios. A eliminação da cobertura vegetal nas terras emersas é decisiva para eliminar a vida animal e vegetal nos Oceanos. Os derivados da mamona são usados no Nordeste para destruir microrganismos de infecções cutâneas dos animais e o óleo de rícino ( derivado da mamona) era usado para eliminar(purgante) vermes da barriga da gente; uma colher de chá desse óleo, de manhã, em jejum, é capaz de “limpar” o intestino, mas como é altamente tóxico, duas colheres levaria uma criança ao óbito(é óbvio). A vida na Terra é uma questão de equilíbrio; o excesso e a escassez são igualmente prejudiciais e somente Um Ser Racional poderia saber a medida certa de todas as coisas.
Transcrito do Informativo o Veredicto.
Educação Ambiental Científica 128.
9)Curiosidades locais.- O Janduí – o índio meio-agricultor.
No território pertencente, hoje, ao RGN existiram 2 grandes e famosas tribos indígenas – os potiguares(comedores de camarões) habitavam a região, junto ao Mar, compreendida entre os municípios de São José de Mipibu e Ceará-Mirim, hoje, Grande Natal e todas as cidades metropolitanas – Panamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante. Seu chefe, o índio Poti foi batizado (já adulto) cristão novo na Espanha, com o nome de Antonio Felipe Camarão.
Durante o período do Brasil holandês foi nomeado, pelos reis da Espanha, governador geral dos índios do Brasil, com seu palácio em Meritiba –Paudalho-PE, local ainda hoje conhecido por “aldeia”. Potiguar é, portanto, quem nasce na Grande Natal. Quem nasce no interior do RN é riograndense do norte.
A outra tribo, os janduís, habitava no vale do Açu (e seus afluentes) dentro do RN. Por ser um povo arredio, selvagem, a história da época classificava-os como bárbaros tapuias (índios do interior do Continente).
Na época do Brasil holandês – domínio da zona da mata de SE a RN – 1630 a 1.654, os janduís eram chefiados por “janduí”, que significa ema pequena ou seriema. Foi a tribo indígena mais estudada e retratada pelos cientistas trazidos da Europa, para o Brasil, pelo chefe da Companhia das Índias, o Conde alemão João Maurício de Nassau Sigien, a serviço da Holanda. A ocupação do RN, pelos holandeses, teve uma razão – a amizade com os janduís. Os janduís, a exemplo dos holandeses, eram inimigos dos portugueses colonizadores do Brasil e por este motivo mataram, durante a missa, os ocupantes de 2 capelas em Açu e próximo a Natal, provavelmente a mando dos holandeses protestantes que tinham, no RN, um chefe judeu. Por causa desse massacre ocorrido nas capelas o governo espanhol designou o bandeirante Domingos Jorge Velho para atacar e dizimar os janduís, no seu território, escapando apenas os caboclos (índios meio-civilizados), responsáveis, geneticamente, pela formação de grande parte da população do interior do RN.
No vale do Açu, sertão RN, a estação chuvosa de 4 meses e 800mm, verão de 8 meses, estiagens periódicas de até 11 meses, obrigaram os janduís a fazer agricultura, provavelmente, os únicos no Brasil de então. A pesca e a caça, proporcionais ao clima fragilizado, não davam para alimentar suficientemente uma tribo tão numerosa.
Junto ao Mar, no litoral e na zona da mata RN havia oferta natural de alimentos, mas essa área tinha outros donos índios, amigos dos portugueses. Os janduís faziam sua agricultura nas várzeas dos rios, as melhores terras agrícolas do semiárido (hoje salinizadas). O rio Açu, o maior do RN, permanecia com um filete de água no leito no verão e na seca, abastecido pelos brejos de altitude, dos pés das serras. Alguns dos seus afluentes secavam no verão, mas na areia do leito permanecia um lençol freático de água salobra tolerável pelas plantas, onde se faziam cacimbas, água para se beber e para irrigar a lavoura no verão. Nas estiagens prolongadas a tribo se concentrada junto do rio Açu, com maior oferta de água. Nesta área foram encontrados vestígios de um sistema de irrigação que pode ser comparado aos modernos sistemas de irrigação por gotejamento: construíram potes (jarras) de argila queimada (em fornos ou fogueiras) com material poroso (barro+areia grossa), fazendo com que a água depositada no pote vertesse naturalmente no chão, proporcionando uma irrigação permanente de uma área de 6 a 8m², onde se plantava a lavoura; os potes encontrados tem capacidade para armazenar (cada um) 60 litros de água, o que nos faz supor que era suficiente para manter a umidade do solo(nessa área) por um tempo suficiente para a planta se desenvolver e produzir, no caso da batata doce, 60 dias; alguns feijões e favas cultivados pelos janduís produziam grãos verdes ( famoso feijão verde) com 75 dias após o plantio.No verão os janduís também plantavam na areia úmida do leito dos rios, mas como a água freática é salobra e a areia do rio é desprovida de minerais para nutrir as plantas, os janduís colocavam, em cada cova de lavoura, 10 litros de estrume de animais ou o seu (próprio).Normalmente o índio fazia suas necessidades fisiológicas na “latrina” próxima a maloca. Muito estrume bom para a lavoura. Produzindo ciência ambiental resgatamos parte da história do RGN. Isto é cultura ciente e consciente.
Transcrito do Informativo O Veredicto, desta mesma Fonte.
Pos
Educação Ambiental Científica 127
E
Depois de ficar 100 anos permanentemente desmatadas, essas várzeas finalmente receberam o tiro de misericórdia para morrerem definitivamente; na década de 70 (1970+) quando Brasil ingressou no chamado milagre econômico (já que em 1.963 era a quadragésima oitava economia, e em 1.970 era a 8ª economia do Mundo), o governo de então liberou dinheiro público a torto e a direito para quem quisesse desenvolver o NE miserável, financiando o cultivo de cana-de-açúcar nessas várzeas de Lagoa Nova; na década de 70 iniciou-se os grandes períodos de secas, quando a oferta de chuvas é menor que 400mm, 60% da média de chuvas ao ano, como nos anos de 1.971, 72, 73, 75, 76, 77, 78, 79; a cana-de-açúcar é exigente em termos de água (doce) e só produz satisfatoriamente quando o solo permanece úmido por 8 meses, um corte, ou colheita por ano; enquanto isto nos anos supracitados a estação chuvosa variou de 45 a 90 dias, quando se sabe que o ano tem 365 dias; o investidor se viu na obrigação, sob orientação técnica, de compensar a escassez de água por adubo químico, que como se sabe tem no máximo 4 dos nutrientes minerais, dos (cerca de) 20 minerais que a cana-de-açúcar necessita para se manter viva; A empresa tinha uma usina de esmagamento da cana, para a produção de aguardente, e a cada ano, apesar do grande investimento em adubo químico, a cana-de açúcar definhava, murchava, secava, perdia seiva (caldo), inviabilizando o empreendimento; o salitre, nitrato de sódio, tem origem: 1) na atmosfera, com o ácido nitrito gasoso, por causa da fumaça de matéria orgânica na litosfera; 2) quando o ácido nítrico é rebocado para a litosfera, pelas chuvas, une-se a grande porcentagem de sódio das cinzas das queimadas, coivaras, folgueiras, que existe abundantemente nas várzeas dos rios, por serem a maior depressão da área, para onde a água corrente das chuvas leva as cinzas; mas foi o acúmulo de adubos químicos que determinou as condições de inutilidade das várzeas; até então plantava-se, todos os anos, milho, feijão, algodão, jerimum, batata doce, e muitas espécies de árvores frutíferas, agricultura permanentes, vicejavam nessas várzeas.
Estamos explicando cientificamente, inédito na literatura mundial, como o Homem do NE conseguiu destruir as melhores terras agrícolas, transformando-as de fato, e de direito,em deserto, onde apenas 2 espécies de plantas conseguem sobreviver - a árvore algaroba e a grama pirrichil, e NENHUM animal se aventura a circular nesse banco de sal que corta o corpo dos animais rastejantes, e não há alimentos para os animais alados - pássaros, aves e insetos;
Nós, que fazemos dsoriedem.blogspot.com Educação Ambiental Científica, com exclusividade no Brasil, temos o único trabalho cientifico sobre a Região Nordeste, e toda nossa pesquisa na área chamado de semiárido apenas ratifica o conhecimento empírico que temos, por ser parte desse MEIO; cada informação postada neste BLOG acompanha um testemunhal, seja com fotografias atualizadas, seja com textos que já foram publicados em outros trabalhos cientifico desta FONTE. Quando afirmamos que a seca nordestina é cultural, fruto do analfabetismo cientifico brasileiro, nos baseamos em provas cabais, irrefutáveis; com essa imagem estamos abordando uma das agressões ambientais de maior vulto no estabelecimento do semiárido; Esta área da fotografia é a várzea do rio Camaragibe que nasce na divisa dos municípios de Riachuelo e Rui Barbosa, agreste RN; neste local o rio estar a cerca de 20 km das nascentes; a várzea absolutamente plana, com largura de até 1 km, tem 15 km de extensão dentro do assentamento (INCRA) Lagoa Nova, com uma área de 12km², ou 1.200 hectares; já foram as melhores terras agrícolas do NE, mas nos últimos 50 anos a agricultura paleolítica conseguiu destruir completamente a várzea com o acúmulo de nitrato de sódio, onde somente a grama pirrichil (que está verde por causa das recentes chuvas), e a árvore algaroba, ambas invasivas no NE, oriundas de terras e água salinizados, conseguem sobreviver; nessa fotografia se vê árvores secas, que são juremas que morreram por conta da alta salinidade do terreno; e aí surge a pergunta: se essas juremas nasceram nesse local, viveram por algum tempo, cresceram, por que só agora morreram com o sal? Sabe-se que o sal, nitrato de sódio está na flor da terra, enquanto as raízes das árvores estão a cerca de 1m de profundidade, onde não tem sal; com as chuvas, na superfície do terreno, o grande volume de água doce reduz drasticamente a ação do SAL, mas quando o verão seco, sem chuvas, se prolonga, a salinidade do solo aumenta; com grande volume de chuvas, a exemplos dos anos de 2.008, 2.009 e 2.011 a água da chuva consegue se infiltrar no terreno, por intermédio das raízes das árvores, levando o sal de cima, na superfície, para baixo, aonde estão as raízes coleando, pela extremidade - a COIFA, água, nutrientes, e também SALITRE; em 2.012 e 2.013 a oferta de chuvas foi muita baixa, com mais de 260 dias de verão, secos, em cada um desses anos, o que forçou a morte das juremas, em questão.
Assinar:
Postagens (Atom)








