Árvore de grande porte que foi trazida (a semente) da África com a vinda dos primeiros escravos que chegaram ás fazendas do sertão NE; lactífera, da família da seringueira, que produz abundantemente uma semente apreciada pela maioria dos animais da fauna, e também pelo gado - ovino, caprino; as sementes (4) acondicionadas em um coco semelhante ao do pinhão bravo; quando seca, ao Sol, explode lançando as sementes pra todos os lados, a grandes distâncias do pé de faveleiro; as sementes, saborosíssimas, foram empregadas na alimentação dos índios e do Homem sertanejo e também para a produção de óleo comestível; a favela foi cultivada no sertão de Canudos- BA, e por ter espinhos urticantes até nas folhas (e coco) o faveleiro foi usado como barreira, obstáculo para impedir o deslocamento do Exército na Guerra de Canudos; o faveleiro se desenvolve em solo pobre, com pouca chuva, razão pela qual é a ÚNICA planta com porte de árvore na Caatinga; sua madeira não serve para estacas de cerca (exceto, cerca viva), nem nas peças de carpintaria; não serve para lenha, nem para carvão; após a guerra de Canudos os soldados do EB foram licenciados, a maioria cariocas, que desempregados, buscavam os morros do Rio de Janeiro para armar seus barracos de zinco, tábuas, tentado plantar a semente do faveleiro, que não se adaptou á fertilidade e grande umidade do Solo da região Sudeste, surgindo assim o nome FAVELA para o aglomerado de barracos nas grandes cidades e Capitais de Estados do BR.
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