.

Seca extrema no Sudeste, Pantanal e Amazônia marca contraste climático no Brasil
.

Enquanto o Rio Grande do Sul vive colapso completo por inundações, regiões como o Sudeste brasileiro, Pantanal e Amazônia enfrentam uma seca extrema. Faz quase um mês que a área central do Brasil, incluindo a Bahia, é assolada por uma massa de ar quente e seco, com altas temperaturas e ausência de chuvas. As frentes frias não conseguem adentrar e trazer chuvas para o Sudeste, enquanto
causaram uma situação dramática por inundações na região Sul.
.

Enquanto por um lado, as altas temperaturas evaporam mais água e causam secas intensas na área central do Brasil, por outro lado, retêm mais água e causam chuvas extremas na região Sul.
.

As secas tendem a começar quando a precipitação cai abaixo dos níveis normais, em relação à média histórica. Muitos outros fatores, como temperatura, ventos, nebulosidade e tipo de solo da região, influenciam na intensidade das secas.
.

O mapa da intensidade da seca mostra o déficit hídrico nas bacias hidrográficas. As bacias são áreas formadas pela rede de drenagem, composta por um rio principal e seus afluentes. Essa unidade espacial é delimitada por formas de relevo. Quatro bacias hidrográficas principais cobrem mais de 80% da superfície do território brasileiro: Amazônica, Tocantins, Platina (Paraná, Paraguai e Uruguai) e São Francisco.
.

O mapa integra um conjunto de variáveis, comparando sempre com a média histórica, como umidade do solo, déficit de precipitação, índice de vegetação e volume dos corpos d’água. Os dados são comparados com a média histórica (período de 1961 a 2010).
.

No Sudeste do País, o clima quente e seco desenvolveu-se no início de abril e continua no início de maio. As temperaturas mais altas aumentaram as taxas de evaporação e diminuíram a umidade do solo, criando uma seca-relâmpago, que já dura quase 30 dias.
.
Nenhum comentário:
Postar um comentário