Educação Ambiental a saber; A várzea é um dos ambientes mais férteis do Brasil graças ao ciclo natural das cheias dos rios, que transportam e depositam sedimentos ricos em nutrientes no solo. Esse processo favorece a agricultura tradicional, reduz a necessidade de fertilizantes e permite o cultivo de diversas espécies adaptadas às áreas de inundação, contribuindo para a produção sustentável e para a preservação dos ecossistemas.
Neste conteúdo, você vai entender como funciona o ciclo das várzeas, por que esses solos são tão produtivos e quais culturas se desenvolvem melhor nessas regiões. Salve este material para consultar sempre que precisar e compartilhe com quem valoriza o conhecimento sobre agricultura, conservação ambiental e o potencial dos recursos naturais brasileiros.
Severino Medeiros
O Rio Grande do Norte é o Potengi que nasce a 500m de altitude na Serra de Santana, no meio do sertão em Cerro Corá - RN, atravessa o agreste, parte da zona da mata RN e tem a foz no Mar em Natal RN; os portugueses descobriram o chamado braço de Mar da foz do Potenji (rio de camarões) com 150m de largura que avança cerca de 15 (quinze)km navegável no continente; pesquisas comprovam que foi perene até há 2.000 anos; em 1.500 era temporário - com água corrente no período chuvoso, podendo permanecer um filete de água corrente, mesmo com 1.000 dias de El ñino, por conta das fontes de água, olhos d` água em sua bacia hidrográfica; a partir da década de 60 (século XX) passa até 8 anos sem água corrente no seu leito, todavia seus 176 km de extensão recebe no mínimo 200mm de chuvas por ano; Desde Adão a civilização ocupa os rios por ter água doce para tudo, peixes para alimentação e suas várzeas férteis para agricultura (razão da origem do Homo Sapiens), quando o Homem deixou de ser nômade, coletor, extrativista) e fixou seu lar para plantar e criar gado. O português explorador ocupou a zona da mata do RN a BA onde o BR nasceu, por estar junto ao Mar, mais de 2.000mm de chuvas ao ano, Solo massapê, todos os rios perenes, clima excelente para a produção de alimentos (aqui em se plantando tudo dar - Pero Vaz de Caminha); a zona da mata RN tem menos de 4.000km2 e foi totalmente desmata e ocupada para as Selvas de Pedras e cultivo de cana-de-açúcar; somente no Século 17 o sertão RN foi ocupado para a pecuária, lavora de subsistência e algodão; na caatinga do sertão são se planta, não se colhe, e com uma cobertura vegetal de cerca de 30 espécies - cactos e arbustos espinhosos que chega a 0,1m3/m2 no inverno e 0,02m3/m2 na seca não há o que se desmatar (corta-se o xiquexique para queimar os espinhos e dar pro gado comer, mas não alimenta); a caatinga não tem solo e por isso é semiárido, Porém recebe de 200 a 1.000mm de chuvas por ano; entre a zona da mata e sertão existe o agreste - uma faixa de terras que vai do RN a BA, o meio-termo climático, geológico, pluviométrico da zona da mata e do sertão; as caatingas são onduladas e com o terreno de seixos(sub solo) e lajedos emergentes, serrotes, meio impermeáveis, 95% da água das chuvas criaram uma infinidades de rios e sua várzeas férteis....... o sertão nordestino tem 500.000km2 em 8 Estados: caatingas, cerrados, rios e suas várzeas, serrotes e serras modestas pedregosas; O MA NÃO tem sertão de caatinga caracterizada: tem solo de grande espessura, vegetação de 0,70m3/m2, recebe mais de 1.500mm de chuvas ao ano; o sertão do mato grande de Touros a Mossoró RN não tem caatinga, porém já foi celeiro de alimentos: o solo é um misto de areia e argila que pode ter 10m de espessura assentado na rocha-matriz; de vermelho a marrom que absorve integralmente os (média) 700mm de chuvas ao ano; por ser um terreno de fácil drenagem de água não tem fontes de água, nem rios como no sertão de caatingas; por estar próximo ao Mar de praias de dunas e tabuleiros de areia a água salgada do Mar já avançou 20km internamente no Continente, em um Processo conhecido em todo mundo: Intrusão Salina - quando a grande pressão de água salgada ocupa as lacunas da água doce extraída do lençol subterrâneo e de aquíferos por intermédio de poços artesianos; até o Século 19 havia cacimbões de água doce escavado a menos de 100m do litoral de 400km do RN; Já existem no aquífero RN lagoas com água salinizada, imprópria para "o consumo, uso humano"; no sertão de caatingas, sem solo, fica menos de 5% da ÁGUA da chuva precipitada por ano; 5% de 600mm = a 30L/m2/ano - gera e mantém massa vegetal insignificante; por ser terreno de pedras - seixos e lajedos, a água subterrânea da caatinga, se houver até 200m de profundidade é salobra/salgada - maior que 2g de sal cloreto de sódio por litro de água; as várzeas e o leito de areia dos rios pode ter Nitrato de Sódio que saliniza o terreno, e consequentemente a água, os açudes. Com as enchentes, enxurradas, grande volume de água doce, corrente, das chuvas, o salitre no leito de areia do rio é arrancado, podendo também LAVAR a várzea, levando o SAL até os açudes, o Mar; Quando o açude sangra, renova a água da represa, a salinidade é reduzida, água boa para irrigação de lavoura. Existe tecnologia para se captar água da chuva e armazenar essa água em qualquer lugar, com segurança hídrica para o abastecimento urbano e produção de alimentos, desde que a oferta de chuvas seja maior que 200mm ao ano, lembrando que governadores NE decretam seca oficial com 500mm de chuvas ao ano, inclusive nos 4 Estados banhados pelo RSF -BA,SE,AL,PE; os 10 menores IDH do BR tem 8 Estados NE; beber água doente é sangue e cabeça doentes; 80% das nossas doenças vem no LIXO que a gente bebe se banha como se fosse água; água da chuva no semiárido tem pH6; não tem petróleo, barro, metais pesados, resíduos industriais, resíduos minerais; não tem esgoto, veneno; vem todos os anos(no mínimo 200mm/ano), de cima(sem motor) a 60km/hora; Na seca intelectual: 1) quando a água da chuva se precipita no chão vira lixo - é solvente e substrato; 2) foge como o diabo da cruz - fluido de baixa viscosidade e grande massa específica - sempre capaz de escoar e tomar a forma dos seus recipientes na Atmosfera, litosfera e hidrosfera; Um obra Hídrica deve contornar todas essas leis físicas do comportamento da água doce no estado líquido na Terra.
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