A seca que a
gente faz, sem saber, querer, poder.
Por falta
d`água morreu de fome o Homem, o gado; de sede morre a planta, o alazão;
A chuva vem
todo ano de montão, mas, foge do sertão como a cruz do cão.
O Sol quente
que nem fornalha acesa; bebe a água do chão, do açude, da represa; o vento
seco, doidão e quente, seca a pele da gente; o calor bate forte, o suor pinga
intermitente, desidratação.
No rio não
corre água por muito tempo, a planta murcha, seca, morre; desolação; a madeira
seca queima fácil, vira fumaça, cinza, carvão;
Não há
plantação, produção de alimento para o sustento da gente.
O pasto do
gado perde o verde, sem vida, levado no Ar pelo vento;
A água
escassa, suja, poluída, fedorenta, doente.
Seca é
fraqueza; incerteza, morte; o Homem sem
coragem, força física e mental, não reage.
Sem ação;
descrente na força da reza, renega o poder da oração; não há salvação.
Como na
letra da canção: qual braseiro, que fornalha, nem um pé de plantação. A terra
ardendo, morrendo no fogo, qual fogueira de São João.
Nenhum comentário:
Postar um comentário