sábado, 24 de outubro de 2026

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Post de Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré


SAUDADE DO TEMPO QUE NÃO VOLTA
Na sombra daquela casa,
De parede de torrão,
Um carro de boi parado,
Desperta recordação,
De um tempo que foi embora,
Mas ficou no coração.
Seu chapéu de palha velho,
Sua vara de tocar,
Dois bois puxando a madeira,
Na estrada devagar,
Era assim que antigamente,
O povo ia trabalhar.
O carro gemia na estrada,
Levantando o poeirão,
O homem seguia contente,
Com a esperança na mão,
E voltava para casa,
Quando o sol beijava o chão.
Hoje a casa está calada,
E o tempo não volta mais,
Só ficaram as lembranças,
Dos costumes dos nossos pais,
Quem viveu naquele tempo,
Tem saudade até demais.
Eita, tempo véi que deixou saudade! Quem ainda lembra do gemido de um carro de boi passando pelas estradas de chão?
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  • Assim fala o pobre do seco nordeste, com medo da peste da fome feroz (triste Partida, Patativa do Assaré); seu doutor uma esmola ao Homem que é são, se não mata de vergonha, mas vicia o cidadão (vozes da seca); a seca nordestina é a maior das bestialidades humanas de todos os tempos; é obra de satanás que usa o Homem como Mula do apocalipse. Dou fé.
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