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Nesta imagem se tem um ideia do que seria a barragem subterrânea; supostamente funcionaria assim: no tempo das chuvas, no semiárido, que pode durar de 60 a 120 dias, com índice pluviométrico que hoje varia de 250mm a 700mm/ano, a água das chuvas corre (correnteza) por gravidade para a depressão do terreno, que no caso da fotografia é uma baixada, mas poderia ser um riacho seco; as precipitações pluviométricas em 2.012, 2.013 e 2.014 não passam de 40mm, e são muito distanciadas entre elas; para se ter água corrente nesse chão (desta área) é preciso que a chuva seja maior que 40mm, e que o chão já esteja encharcado da chuva anterior; a evaporação de água do solo é de 3,5L/m² ao dia, de modo que a água de uma chuva de 35mm desaparece em 10 dias de Sol; a água corrente na baixada ou no riacho teria de ter pressão(volume) suficiente para infiltrar-se no solo ao chocar-se com com o obstáculo enterrado, no caso a lona que forra a vala de 4m de profundidade escavada, que seria a barragem subterrânea. De 2;010 a 2.015 estivemos acompanhando a construção dessas obras no agreste e sertão RN; o número 1.115 se refere ao número de barragens subterrâneas no RN, podendo chegar a 30.000 unidades construídas entre 2.010 e 2.015 em todo semiárido; as placas com dados da obra, como recursos financeiros, públicos, instituições governamentais e ONGs, sindicatos envolvidos, suposta finalidade como obra hídrica, datas (ano); Local; informações falsas, enganosas, quanto á importância da obra, porém a placa chama a atenção pelo acabamento; antes vem 2 ou 3 equipes das ONGs, empreiteiras, e do governo (federal, estadual, municipal) ao local, com a finalidade de convencer o "assentado" do Incra, ou proprietário rural da importância da obra na convivência com a seca; as equipes trazem uma feira básica, o argumento mais convincente para o Homem do campo que não produz alimentos, na terra, nem para sustentar a família.
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