Frente Parlamentar Ambientalista do Rio Grande do Norte
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La Niña de terceiro ano terá influência no verão 2022-2023
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O verão meteorológico abrange o período de
dezembro a março. É a estação mais quente do ano. Um fator importante para o clima do verão 2022-2023 será o La Niña, com um histórico conhecido de seus impactos climáticos sazonais. O La Niña é uma fase fria do fenômeno El Niño Oscilação Sul (ENOS), no Pacífico.
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A figura abaixo mostra os últimos dois anos de anomalias oceânicas, no Pacífico. O primeiro evento de La Niña começou em 2020. No final de 2021, foi um La Niña de segundo ano. Um evento de terceiro ano está previsto para se desenvolver neste verão 2022-2023.
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O La Niña enfraqueceu na primeira metade do inverno 2022. Mas desde meados de julho deste ano, tem se fortalecido novamente. Uma fase específica (quente ou fria) geralmente se desenvolve no final do inverno ou no início da primavera. Assim, espera-se que o La Niña fique mais forte nesse período.
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O gráfico, baseado no modelo europeu do ECMWF, mostra a previsão da principal região do ENOS 3.4. É possível observar as projeçõe de águas do Pacífico equatorial mais frias no verão 2022-2023. No entanto, a média da previsão permanece dentro do limite da fase La Niña.
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A previsão da temperatura global do oceano do ECMWF mostra que o La Niña está presente em todo o oceano Pacífico equatorial, durante o verão. Com base nas anomalias, isso parece um evento moderado de La Niña, na primavera e inverno 2023. Mas um enfraquecimento do La Niña é esperado para o início do próximo ano, com possibilidade de um El Niño no final de 2023.
1 comentário
Damiao MedeirosA ação de La ñina em cada região do BR depende de coincidir, ou não com o tempo da estação chuvosa do lugar; como permanece desde 2.020, esse tempo cobriu as estações chuvosas de todas as regiões; a estação chuvosa(esperada) do semiárido NE é de janeiro a junho; estranhamente choveu pouco em 2.021, o que mostra que a ação do(a) La ñina, por conta da baixa temperatura da água no Pacifico, próximo á América do Sul, não é decisiva para bom inverno no semiárido, do outro lado do Continente - vai depender a temperatura da água do O. Atlântico; as regiões produtoras de alimentos no Brasil perdem eficiência com La ñina (chuvas de baixas precipitações, distanciadas entre si).
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