terça-feira, 10 de novembro de 2015

Seca 608.




Um comentário:

  1. Imagens de um assentamento do Incra, no RN; o cemitério do gado 1 e 2 é o destino da vaca 3; nos assentamentos da "forma agrárida á ré" não há produção agropecuária, não há lei, não há ordem; é um pandemônio social e ambiental; os "com terra" recebem tudo de graça - lotes de terras, casas, agrovilas, gado, bolsas, dinheiro, mas a única produção, no campo, é o corte de lenha para carvão, para os fornos de padarias e olarias; quanto ao cemitério: o gado é da chamada agricultura familiar, em que vários órgãos do governo distribui gado, todos os anos aos COM TERRA; de 2012 a 2.020 a oferta de chuvas foi reduzida de média de 500mm ao ano para 400mm ao ano, mas, em metade do semiárido, sertão e agreste, a oferta média é de 300mm ao ano; neste caso as chuvas não molham o chão em condições de gerar pasto para o gado comer, e não tem água boa para o gado beber; o gado desnutrido e desidratado, adoece e morre, todos os anos; os órgãos "fiscalizadores" do governo, que fazem a distribuição do gado, mandam funcionários aos assentamentos para CONTAR os ossos, como prestação de conta do gado que foi distribuído; acontece, sempre, entre os meses de outubro e dezembro, no momento de maior secura (favorável à morte do gado), e cada assentado recebe a visita do fiscal; os ossos do gado do assentamento vão para o mesmo local para facilitar o acesso da autoridade; o fiscal faz a fotografia do cemitério e dá como prestação de conta, no relatório; em janeiro os ossos são vendidos, no peso, para as fábricas de farinha de ossos, e a renda (apurado) é rateado com as famílias que tem ossos no cemitério do gado; parece cômico, mas é a pura verdade no "país do faz de conta", onde a coisa pública é levada no chute, e na propina.

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