sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Seca 635


A  SECA nordestina; A quem interessar, possa.


Nos (cerca de) 1.561.000km² da região NE  há 3 sub regiões – Nordeste Amazônico, Sul da Bahia, e zona da mata NE, onde jamais houve seca, escassez de chuvas, que somam 630.000 km²;
O semiárido natural do NE é a catinga do sertão com 250.000 km², mas hoje o semiárido tem 900.000 km²; semiárido é a região que recebe uma média de chuvas de 500mm por ano, ou seja, chove 500 litros em cada metro quadrado da terra, o que significas uma lâmina de água de 50cm de espessura, um dilúvio.
Riachuelo fica no agreste RN; o agreste nordestino vai de  Bento Fernandes-RN, até o estado da BA, com 50.000 km²; o agreste RN tem 7.000 km², sendo que o município de Riachuelo tem 250 km², ou 25.000 hectares.
A média de chuvas do agreste é de 700mm ao ano, e portanto, não seria semiárido; a partir da década de 70 ( 1.970+) a média de chuvas no agreste baixou para 500mm ao ano, o que significa semiárido; do ano 2.012 ao ano 2.020 a oferta média de chuvas em Riachuelo é de 400mm ao ano, mas com El ñino em 2.016 a média de chuvas esperada é de 250mm, ou que significa dizer 1/3 da média normal; assim não junta água no açude, não há pasto para o gado comer em 10 meses do ano; nos deserto secos chove até 300mm por ano, como é o caso da Palestina no Oriente Médio;
A fauna e a flora estão adaptados para 700mm de chuvas ao ano, no agreste; a lavoura e a pecuária, também.
250mm de chuvas são 250 litros de água das chuvas precitada por metro quadrado, o que significa dizer que são 250 milhões de litros de água das chuvas por quilômetro quadrado. Os 7.500 habitantes de Riachuelo-RN necessitam de 20m³ X 7.500= 150.000 m³ de água por ANO, para o abastecimento urbano, ou seja, cada pessoa necessita, em média, por dia, de 3 litros de água para beber, 8 litros para lavar e cozer os alimentos, 19 litros para lavar a roupa e fazer higiene do lar; 20 litros de água para tomar banho; 250.000.000 de litros de água por km² = 250.000m³ por km², ou seja, somente a água das chuvas que cairá, em 2.016, em cada km² de Riachuelo-=RN  daria para abastecer uma população de 250.000m³ : 20m³  12.500 habitantes, quase duas vezes a população daqui; Isto mostra que a seca nordestina não tem nada a ver com escassez, ou falta de chuvas, mas, sim, incompatibilidade técnica em se captar e se armazenar água das chuvas; é a chamada seca cultural, ou intelectual.
Racionalmente, cada pessoa necessita de 50 litros de água por dia (ver acima), mas, a ONU estipula em 100L/por pessoa ao dia, PORQUE: 50 litros é para a descarga dos excrementos no vaso sanitário, bidê, mictório; cada “descarga” do vaso sanitário desperdiça de 8 a 12 litros de água por dia; se em 24 horas urinarmos 4 vezes e defecarmos 1 vez, são mais de 50 litros de água desperdiçados nos esgotos;
Perguntar não ofende: por que não “aparar” a água servida na lavagem de roupas, e no banho, para a descarga no vaso sanitário? São 39 litros por pessoa, ao dia.



Quem conhece o problema conhece a solução.
O homem da terra - Testemunho de um dos flagelados nordestinos. Fotos: flagelados nordestinos.
Em 1.958 eu tinha 15 anos de idade. Foi um ano considerado seco - não houve produção agrícola e os açudes não sangraram. Parece-me que aquele ano foi inserido no mais longo período de estiagem no semiárido nordestino; em 1.957 a estação chuvosa foi de janeiro a junho, um bom inverno; de julho de 1.957 a novembro de 1.958, 17 meses, a chuva precipitada nessa área não deu para molhar a terra; assim não tem pasto para alimentar o gado, falta água para os animais beberem, lembrando que os grandes açudes foram construídos nas décadas 60 a 80.
Hoje, todos esses açudes têm água salobra ou salgada tolerada pelos animais (beber) e aceitável para algumas gramíneas (pasto do gado), ou estão secos.

O açude, barragem com água salgada, são paliativos. A água para o homem beber e gastar nas atividades domésticas vinha das cacimbas de água salobra escavadas na areia dos rios temporários, ou dos açudes, chamados barreiros, que armazenam água por até 24 meses de estiagem, água suja, barrenta, porém doce. O "comer" do flagelado nordestino vinha das regiões produtoras de alimentos - Sudeste e Sul, que naquele tempo (1.958) ainda não conheciam a seca. Isto é, embora no Brasil a seca seja um problema cultural, irreal, a cultura da seca nordestina ainda não tinha "contaminado" aquelas regiões.
A seca e as enchentes no Brasil não têm nada a ver com escassez ou excesso de chuvas.
Dento da Região Nordeste há 2 sub-regiões que também não conheciam, ainda, a seca - o nordeste amazônico com 280.000km² e a zona da mata nordestina com 90.000km², terra úmida e fértil, com oferta de chuvas de 2.000mm anuais.
O flagelado de 1.958 recebia o alimento enviado pelo Governo Federal, com Sede no Rio de Janeiro.
As Regiões Norte e Centro-Oeste, grandes, úmidas e férteis ainda não tinham sido "descobertas" como produtoras de alimentos.
Para manter o flagelado ocupado (evitando o êxodo) e comendo, foram criadas a frentes de emergência para flagelados nos Estados CE-RN-PB e nas pequenas áreas secas dos Estados PI, BA, SE, AL, PE;

O Maranhão, então Eldorado do Nordeste, não conhecia a seca; trabalhava¬-se os 5 dias úteis da semana para receber 6kg de gêneros de primeira necessidade; nossa missão era construir uma estrada de terra ligando duas cidades do sertão do RN, que de tão necessária não foi concluída até hoje; as mercadorias básicas eram feijão, farinha de mandioca, arroz e charque (jabá); quando vinha açúcar e óleo comestível tirava-se a farinha e o arroz da "feira". O feijão, velho, não cozinhava; pela primeira vez vi arroz com gorgulhos; a carne de charque, velha e mofada, tinha de ser escaldada em água fervendo antes de ser consumida assada, ou cozinhada com o feijão, pois do contrário tinha-se uma disenteria.
A água de "beber", salgada e barrenta vinha em um carro-pipa, a 30km de distância; o caminhão saía às 7 horas da manhã e quando voltava 5 horas depois a água do tanque parecia ferver e assim era depositada em tambores de ferro de 200 litros distribuídos no trecho da estrada em construção, quase sempre embaixo de árvores desfolhadas que serviam, apenas, de ponto de referência. A sede nos obrigava a beber essa água com temperatura acima de 50°C. e 4 meses depois do início dessa frente de emergência metade do efetivo humano havia contraído pneumonia e até tuberculose. O banho, com essa água, só era permitido no final da sexta-feira quando largávamos o serviço para levarmos, para casa, o que sobrava da "comida" para os familiares; muitas vezes deixávamos de comer no serviço para ter o que levar para casa, onde 4 e até 10 pessoas dependiam do alimento distribuído na frente de emergência para uma pessoa.
Hoje, na condição de estudioso dos problemas socioambientais do Nordeste, sei que a seca nordestina é fictícia, criada e alimentada pelos industriais da seca, dirigentes políticos, demônios que se matem no poder em cargos vitalícios ou hereditários, graças à miséria, ignorância do “operário” da seca.
95% dos brasileiros acreditam que há, de fato, uma seca causada por escassez de água doce, escassez de chuvas, porque a literatura ambiental brasileira, cópia dos USA, é um festival de bobagens traduzida na letra do samba do crioulo doido.
Em nenhum livro de geografia consta que 6 rios caudalosos ou perenes desperdiçam, em média, no Mar do Nordeste, 400.000.000m³ de água doce por dia.
Já se fala em seca nas regiões Norte, Sudeste e Sul; que maldição!
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CHUVAS 2.015.
10-01-15..................................1mm;  13-01-15.................... 2mm........................jan/15  = 3mm
Grande intervalo  sem chuvas.
13-02-15...................................3mm ;       20-02-15..................................3mm;
26-02-15..................................24mm.......fev/15.....30mm;  02-03-15.................................8mm
06-03-15…………………………………20mm;     08-03-15…………………………………21mm
21/22-03-15…………………………..20mm;       23-03-15………………………………..21mm;
24-03-15…………………………………65mm;       29-03-15………………………………..27mm;
30-03-15………………………………..20mm……………..Mar….202mm
Intervalo sem chuvas.
23-04-15………………………………..42mm;   24-04-15………………………………..10mm……….Abr 52mm………… 2.015….. 287mm.
04-05-15………………………………….03mm………Mai 03mm………….2.015……300mm
Grande intervalo sem chuvas.
30-05-15………………………………..06mm………..Mai 09mm…………2.015…….306mm.
31-05-15.................................0,4mm..........Mai 13mm............2.015......310mm
03-06-15..................................0,3mm;
05-06-15...................................5mm...............jun 8mm............2.015......318mm.
07-06-15………………………………….4mm…………….Jun 12mm………………………322mm.
08-06-15…………………………………6mm……………jun 18mm…………………………328mm.
10-06-15…………………………………1/2mm……………………………………………………328,5mm; a oferta diminuta de chuvas  no mês de junho 2.015 é sinal claro de CLIMA DE  DESERTO; o mês de junho costumava ser o mais chuvoso do semiárido.
13-06-15…………………………………1/2mmm…………..Jun 19mm………………………329mm.
14-06-15…………………………………1/2mm;  16-06-15………………………………….1mm
18-06-15………………………………….1/2mm;
20-06-15…………………………………..1/2mm……………jun 21.5……………………………331,5
22-06-15…………………………………..4,5mm……………Jun 26mm……………2.015…..336mm.
23-06-15………………………………….11mm……………………..37mm………………………..347mm.
25-06-15………………………………….11mm………………………48mm………………………..358mm.
26-06-15…………………………………..1mm……………………….49mm………………………….359mm
27-06-15……………………………………1mm……………………….50mm………………………….360mm
29-06-15…………………………………..2mm……………….Jun….52mm…….2.015………..362mm.
02-07-15………………………………….11mm………………Jul…….11mm………………………..373mm
05-07-15……………………………………4mm………………………….15mm……………………….377mm
13-07-15……………………………………3mm………………………….18mm…………………………380mm;
14-07-15…………………………………..1/2mm
15-07-15……………………………………6,5mm……………………… 25mm…………………………387mm
16-07-15…………………………………….42mm………………………  67mm………………………..429mm.
17-07-15……………………………………7mm…………….Jul………..74mm………………………….436mm.
20-07-15………………………………….1/2mm
23-07-15…………………………………..1/2mm…………...Jul……….75mm…………………………437mm
26-07-15………………………………… 19mm………………Jul………..94mm………………………..456mm
27-07-15…………………………………  14mm……………..Jul………..108mm………………………470mm.
470mm de  água da chuva = 470 litros por m², ou  470 milhões de litros de água por km²:  60 dias após a última chuva de 2.015, em Riachuelo-RN, restavam  3% dessa água em forma de lama nos fundos dos açudes, e 5% nos corpos dos vegetais (flora);  nos últimos 12 anos o governo federal investiu, no semiárido NE, 200 bilhões de reais em 20 modalidades de obras inúteis, e a seca continua a todo vapor;
O Município de Riachuelo-RN, emancipado em 1.963, nasceu em função da agropecuária, onde surgiram grandes fazendas de criação de gado bovino, ovino, agricultura de subsistência e algodão – Lagoa Nova, Ubatuba, Tijuca, Serra Azul, São João, e outras, TODAS falidas; a fazenda Lagoa Nova FALIU  com a criação de gado bovino; faliu com a plantação de lavoura e algodão; faliu com plantio de cana-de-açúcar e usina de beneficiamento; faliu com o assentamento dos “com terra” ( e sem produção).
A seca  não tem nada a ver com falta, ou escassez de chuvas; a seca é o Homem SECO, VAZIO.
Em tempo!  É possível captar-se água das chuvas diretamente das nuvens, em qualquer lugar do NE,  sem matéria orgânica, sem lixo, sem excrementos, sem minerais, sem veneno da lavoura, sem derivados de petróleo, e armazenar essa água tal qual vem das nuvens, em quantidade e qualidade  para o abastecimento urbano e produção de alimentos, nos 365 dias do ano.


Um pouco de poesia; Não ao desmatamento e ás queimadas.
“Qualquer mato que morre é adubo, quase igual ao estrume de gado; enterrando com folhas, talo, e tudo, é remédio pra terra, pro roçado; nunca arranque o mato afastado que segura a sustança e o molhado; o mais certo é mantê-lo aparado, pro legume não ser prejudicado;

As queimadas não trazem benefício, a queimada é uma maldição; quando for preparar o seu roçado, pegue o mato e enterre ele no chão; se você fizer isso, meu irmão, tá trazendo a riqueza e o progresso, o nordeste inteirinho te agradece, e se acaba o deserto do sertão”.

É VERDADE; DOU FÉ.

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