quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Educação ambiental como prioridade 168

 


Nós, que fazemos    Educação Ambiental no Brasil, temos o único trabalho cientifico sobre a Região Nordeste, e toda nossa pesquisa na área chamado de semiárido apenas ratifica o conhecimento empírico que temos, por ser parte desse MEIO; cada informação postada neste BLOG acompanha um testemunhal, seja com fotografias atualizadas, seja com textos que já foram publicados em outros trabalhos cientifico desta FONTE. Quando afirmamos que a seca nordestina é fruto do analfabetismo cientifico brasileiro, nos baseamos em provas cabais, irrefutáveis; com essa imagem estamos abordando uma das agressões ambientais de maior vulto no semiárido; Esta área da fotografia é a várzea do rio Camaragibe que nasce na divisa dos municípios de Riachuelo e Rui Barbosa, agreste RN; neste local o rio estar a cerca de 20 km das nascentes; a várzea absolutamente plana, com largura de até 1 km, tem 15 km de extensão dentro de um assentamento do Incra  com uma área de  12km², ou 1.200 hectares; já foram as melhores terras agrícolas do NE, mas nos últimos 50 anos a agricultura paleolítica conseguiu destruir completamente a várzea com o acúmulo de nitrato de sódio, onde somente a grama pirrichil (que está verde por causa das recentes chuvas), e a árvore algaroba, ambas invasivas no NE, oriundas de terras e água salinizados, conseguem sobreviver; nessa fotografia se vê árvores secas, que são juremas que morreram por conta da alta salinidade  do terreno; e aí surge a pergunta: se essas juremas nasceram nesse local, viveram por algum tempo, cresceram, porque só agora morreram com o sal? Sabe-se que o sal, nitrato de sódio está na flor da terra, enquanto as raízes das árvores estão a cerca de 1m de profundidade, onde não tem sal; com as chuvas, na superfície do terreno, o grande volume de água doce reduz drasticamente a ação do SAL, mas quando o verão seco, sem chuvas, se prolonga, a salinidade do solo aumenta; com grande volume de chuvas, a exemplos dos anos de 2.008, 2.009 e 2.011 a água da chuva consegue se infiltrar no terreno, por intermédio das raízes das árvores vivas, mais principalmente pelas raízes secas, levando o sal de cima, na superfície, para baixo, aonde estão as raízes coletando, pela extremidade - a COIFA,  água, nutrientes, e também SALITRE; em anos oferta de chuvas foi muita baixa, com mais de 260 dias de verão, secos, em cada um desses anos, o que forçou a morte das juremas, em questão.

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