Obras de engenharia.
O que se ver nessas imagens resulta do que a Engenharia brasileira chama de engenharia de saneamento, uma extensão do curso de engenharia civil. Para chegar as diversas situações das fotos: 1) esgoto entupido, vendo-se a tampa fendida da caixa de esgoto arrancada;2) perenização do riacho seco do semiárido com material do esgoto entupido; 3) a vaca bebendo esgoto do dito riacho da foto 2; 4) trator, máquina agrícola, tracionando um reboque com uma máquina de desentupir esgotos e esgotar fossas; é o que há de mais moderno em termos de engenharia de saneamento BR, principalmente no semiárido, onde 80% das cidades não nem os canos para o fluxo de esgotos, e as cidades que os tem, enterrados, levam o material para os rios, o Mar, ou depositam à céu aberto "no mato" (entenda: no campo); porém a tecnologia mais importante da engenharia de saneamento acontece antes das situações das 4 fotos; Na cidade toda casa tem um banheiro (ENTENDA: sanitário) e tem edifícios residenciais em que cada apartamento tem no mínimo 2 "banheiros"; é um ambiente FECHADO onde o Homem faz "suas necessidades" sem transmitir o FEDOR para o restante da casa, do apartamento, do prédio; depois de excretar os excrementos no vaso sanitário, bidê, mictório, usa de 8 a 12 litros de água do abastecimento urbano para empurrar esse material, do vaso para o cano de esgotos, e depois não tem a menor ideia onde vai parar essa parte "refuga" do seu corpo; No poço?, no rio?, no Mar?É como se o cidadão não tivesse qualquer responsabilidade com sua "obra"; em tempo! Obra, obrar no Nordeste é MERDA, bosta, cagar. Mas o pior dessa estupidez intelectual é que dentro da "casinha", sanitário existe uma parafernálias de drogas usadas para inibir a "catinga", o odor dos excrementos, que são absolutamente estranhas à Natureza, e não há como integra-las ao MEIO AMBIENTAL: detergente, desinfetante, soda cáustica, ácido muriático, sabões, perfumes, Etc; até Hoje a Humanidade não sabe o que fazer com sua MERDA e seu mijo; o BR tem 205 milhões de pessoas e 300 milhões de cabeças de gado bovino; cada pessoa excreta, em média, por dia cerca de 600g de fezes e 1.400g de urina; a vaca caga e mija, em média, por dia, 10 vezes MAIS; se levarmos em conta que os elementos do reino vegetal, que cagam e mijam no BR é um milhão de vezes a população humana, podemos adiantar que a massa de excrementos vegetais produzida pelos BICHOS é um milhão de vezes maior do que aquela produzida pela população humana, no BR. Para onde deve ir todos os excrementos do reino animal: Todos os seres vivos da Terra constituem UM CICLO ALIMENTAR, OU NUTRICIONAL, onde todos são alimentos e se alimentam de todos; nesse sentido cada elemento vivo constitui um ELO do Ciclo alimentar; as fezes e urina dos animais, por exemplo, fertilizam o SOLO, alimentam as plantas e muitos animais são nutridos pelos excrementos de outros animais; os excrementos do reino animal alimentam os microrganismos; o iogurte, a coalhada que a gente come (ou bebe) são nada mais que o material excretado pelo metabolismo (anabolismo) de microrganismos. Tudo o que a gente come vem das plantas, o Reino Produtor de alimentos; não há exceção; porém nos esgotos e fossas do Homem estão as drogas da limpeza que causam doenças e mortes só em SE respirar os gases exalados dessa solução química estranha.
As
cidades e povoados são obras da engenharia humana onde qualquer chuva é
desastre, catástrofe; como acontece em grande parte da Terra, as cidades do
semiárido nordestino são construídas próximas aos rios, de onde o Homem bebe,
colhe alimento (peixes) e usa a água do rio para irrigar as plantas no verão
seco; os rios são também usados para a construção de reservatórios, e todo rio
corre pro Mar, tornando-se um caminho para a Humanidade;inicialmente a engenharia
Humana tinha como regra de que quanto maior a densidade de pessoas, mais
segurança, mais facilidade de comunicação, mais facilidade da produção; e
quanto mais próximo da fonte de água, mais facilidade de transporte da água até
à cidade; em princípio o Homem ocupava apenas uma das margens do rio, porém à
medida que a cidade crescia, mais se afastava do rio, sendo obrigado a ocupar a
outra margem do rio, construindo-se pontes de ligação, ou
"embarcados" na travessia; os prédios, as casas são feitos de pedras,
cimento, tijolos, cal, telhas, onde a impermeabilização à água é o objetivo
técnico; as ruas de asfalto, as calçadas de pedras e cimento são impermeáveis;
na construção de uma cidade TODA a vegetação é removida; a cidade foi ocupando
espaços, inclusive as várzeas dos rios;para a Humanidade, quanto maior a
produção de lixo, em volume e variedade, mais rico é seu povo, e mais
desenvolvida é a cidade; o lixo da Humanidade cresce com o aumento da densidade
demográfica, e como até hoje não há como se desvencilhar do lixo, os
governantes tentam tirar o lixo da cidade para os rios, o Mar, as terras
afastadas, porém, culturalmente, as pessoas, em geral, apenas tiram o lixo de
dentro de casa e por comodidade e facilidade de transporte, colocam-no o mais
próximo da casa, ou seja, na rua, nos rios, canais; nesse progresso urbano a
cidade ocupou os espaços e as depressões do terreno que durante milhares de
anos foi espaço para a água; ocuparam as várzeas do rio que são áreas
destinadas à vazão do excesso de água dos rios; em qualquer cidade do semiárido
os espaços para a drenagem de água das chuvas, a exemplo de parques, jardins,
não chega a 1% da área impermeabilizada com ruas calçadas, asfaltadas, prédios,
casas; significa dizer que 99% da água da chuva não tem para onde escoar,
causando alagamentos nas ruas, enchentes nos rios próximos assoreados com lixo,
e imprensado pelos edifícios, casas impermeabilizados; hoje, no semiárido de
pouca chuva somente enchentes urbanas, o que seria enchentes de lixo físico,
cultural, intelectual, Nada ver com excesso de chuvas, mas, sim, excesso de
lixo. A chuva na cidade não é a mesma chuva no campo, e a água se transforma em
lixo, sem qualquer utilidade para a vida.
2.
Enquanto uma chuva de 20mm, em 2 horas,
nem molha a terra do campo no semiárido, dentro da cidade é um desastre; entope
os boeiros, os canais e rios transbordam; arrasta os lixos juntos com toda
outra sujeira, inclusive o MIJO dos ratos cidadãos; o cidadão não pode ir á
praia com chuvas; o automóvel cai nos buracos submersos escavados pelas chuvas,
fica sujo de lama e lixo; cai nas bocas de lobos; o Homem não quer se molhar;
com céu nublado, ou com chuvas, tem de ascender as lâmpadas das ruas e das
casas, gastando-se mais energia elétrica;nas cidades frias, a exemplo do Sul
BR, o inverno impõe aquecedores elétricos; para o cidadão, Homem que mora na
cidade, a chuva é realmente uma desgraça, inclusive nas cidades do semiárido,
onde chove em média 500mm em 100 dias do ano.


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