sábado, 10 de setembro de 2022

14801

 

Com Independência consciente, explicando a dependência;
Até meados do Século 20 essa área do agreste RN recebia, em média, 700 mm de chuvas , e PORTANTO não seria semiárido; por conta desse índice de chuvas a flora, com massa vegetal de 0,5m³ por m², era de CERRADO, o verdadeiro cerrado brasileiro, vegetação densa (cerrada), de porte médio, com uma infinidade de espécies vegetais, árvores como a aroeira, umburana, ipê, pau-ferro, angico, catingueira, mororó, feijão bravo, caibreira, armazenando 300 litros de água da chuva por m², água que iria participar do Ciclo da água, com as raízes das plantas irrigando, com o depósito de água, em uma camada interna do terreno de mais de 1m de espessura; assim, durante milhares de anos criou-se milhares de fontes de água, olhos d`água, brejos de baixada, de altitude que inclusive deu o NOME a várias cidades, terras do agreste e sertão; a disponibilidade de água das chuvas e das fontes mantinham riachos perenes, ao mesmo tempo atraiu a ganância do "progresso", que desMATOU incondicionalmente a área; a partir de 1.971 a oferta de chuvas foi diminuindo, com 3 a 5 anos seguidos com oferta de chuvas anual inferior a 300mm, causando um colapso climático extraordinário, forçando o Homem do campo a fugir para outras regiões BR, ou para as cidades RN, ávido por emprego, renda, que não existiam, e assim inchando as favelas; 80% das fontes de água secaram, e hoje a área recebe, em média 400mm de chuvas por ano; todos os rios e riachos estão mortos, exceto 5 (únicos) rios da zona da mata RN, entre Ceará Mirim e Canguaretama- RN, recheados de lixos e esgotos.
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