quinta-feira, 3 de abril de 2025

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Há 11,5 mil anos, o planeta Terra deixava de enfrentar um período glacial. Com temperaturas mais altas, os humanos começaram a povoar todos os cantos. O cenário, no entanto, não era de estabilidade completa do clima. Eventos climáticos extremos e abruptos causavam derretimentos de geleiras, quebras de lagos glaciais, atividades vulcânicas, períodos de seca e de umidade, de frio e de calor alternados, que afetaram a vida de comunidades antigas que viveram no Brasil.
Um artigo de pesquisadores da USP e da UFRGS aponta que muitos destes povos optaram por abandonar seus territórios de origem em vez de tentar se adaptar às mudanças climáticas. É importante destacar, porém, que as alterações no clima a que os cientistas se referem, de milhares de anos atrás, não são como as que estão acontecendo no século 21.
"As mudanças climáticas de hoje são promovidas pelas nossas economias, causadas por ações humanas, enquanto os impactos enfrentadas pelas populações durante o Holoceno não eram causados pelas alterações que elas faziam diretamente no sistema climático planetário, mas sim resultado de fenômenos naturais", explica o arqueólogo Leonardo Troiano.
"São alterações perceptíveis dentro da escala de tempo humana, tão abruptas e rápidas que as pessoas estavam sentindo, não é em uma escala geológica", afirma o arqueólogo Astolfo Araujo, líder do estudo. "A imprevisibilidade do clima já afetava diretamente os humanos, mesmo aqueles que não dependiam da agricultura."
Há quase uma década, Araújo publicou um artigo com dados paleoambientais que apontavam eventos de seca como a principal causa das imigrações. O avanço das pesquisas e da tecnologia, no entanto, permitiu a descoberta de dados mais recentes que sugerem uma explicação mais detalhada sobre as mudanças no clima entre 8.000 e 4.000 anos atrás que podem ter influenciado as andanças de povos antigos.
👉 Confira os detalhes na matéria da @folha: https://www1.folha.uol.com.br/.../mudancas-no-clima...
Pode ser uma imagem de 4 pessoas e texto que diz "FOLHA DE PAULO MUDANÇAS N CLIMA OBRIGARAM POVOS ANTIGOS A SE DESLOCAR PELO TERRITÓRIO BRASILEIRO Ana Cilon ena"
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Severino Medeiros
16 espécies de hominídeos já desapareceram por inabilidade ás mudanças naturais no clima dinâmico; nós, civilização humana, Homo Sapiens estamos alterando o clima com nossa "Economia", leia-se, ENVOLVIMENTO INSUSTENTÁVEL; Fóruns para se debater essas mudanças acontecem todos os anos, há muitos anos, e no caso do BR, da Eco 92, no Rio de Janeiro 1.992 até a COP nº 30 que acontece em breve em Belém-PA, a mudança que aconteceu em 33 anos, no clima, no ambiente, no Meio foi absolutamente intenso, como por exemplo: em 1993 o mundo debatia avanço da desertificação pela ação do Homem tecnológico; o semiárido NE que teve um semiárido natural de 250.000 km2, caatingas, inserido no que chamamos de sertão nordestino em 8 dos 9 Estados de 500.000km2 anunciava naquele Ano o maior plantio de fruticultura irrigada, chamado de MAISA - Mossoró Agroindustrial Sociedade anônima; para irrigação da lavoura escavaram poços tubulares com mais de 700m de profundidade atingindo o lençol subterrâneo formado a milhões de anos preso na rocha matriz; toda água da Terra veio, ou vem de uma regime de chuvas, já que a molécula de água foi montada na atmosfera, no estado gasoso, porém as chuvas, água no estado líquido, que gera vida diversificada de animais e vegetais SOMENTE aconteceu 1,5 bilhão de anos depois que a Terra foi criada; choveu ininterruptamente durante milhares de anos, formando os oceanos, rios, lagos, e parte dessa água da chuva de 1kg por litro forçava a drenagem, infiltração no terreno, até chegar na rocha matriz impermeável, onde se acumulava - os lençóis; Em Mossoró e em todo Oeste RN secaram poços tubulares porque a PROCURA (extração) pela água é maior do que o suprimento feito pelas chuvas; o projeto MAISA secou, faliu, quando os Governos passaram aquelas terras, Incra e banco do NE, para assentamentos, onde o poços tubulares que não secaram tem baixa vazão, com água salobra/salgada, imprópria para o consumo humano e/ou irrigação de lavoura; aquela área que vai de Touros-RN ao Oeste RN já foi coberta pelo Oceano, onde o RN tem o Mar mais salgado do BR (por isso a abundância de sal, salinas); nessa citada região do RN, junto ao Oceano teve uma faixa de terras, chamada de Mato Grande, com uma vegetação com espécies vegetais e densidade aproximada da densa floresta da Mata Atlântica que vai de Ceará-Mirim a Canguaretama - a zona da mata RN, ambas totalmente devastadas, com fogo, para lavoura de subsistência, algodão, cana-de-açúcar na zona da mata, e Hoje a zona da mata NE tem a maior densidade demográfica do NE, a famigerada terra prometida descrita por Pero Vaz de Caminha (1.500), hoje o maior bolsão de miséria do NE; o Mato Grande - RN que já foi celeiro de alimentos do RN está recheado de "assentamentos" onde o Homem não consegue ficar de pé, produzir seu próprio alimento; o mais fantástico nessa transformação é que aconteceu muito rápido, com toda tecnologia que Homem moderno alega ter; comemos, bebemos e respiramos água doce; a água doce que no Século XIX era 2,7% da água da Terra deve está reduzida (pela má ação do Homem) a menos de 2% da água da Terra no final do Século XXI.

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