sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

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Dando continuidade as postagens sobre o rio Mossoró/Apodi-RN, visto aqui na zona rural, a partir de uma ponte da BR 304; as várias postagens sobre esse rio se  justifica por ser o ÚNICO, em 50.000km², dos 53.306,8km² do RN que tem água EMPOÇADA, para irrigação de parte da fruticultura desenvolvida nessa área; como já foi explicado em outras postagens anteriores, essa água é altamente contaminada com material de esgotos, derivados de petróleo dos poços petrolíferos da área, venenos da  lavoura, mas, diferente dos outros rios RN, é água doce, relativamente abundante, cobrindo grande parte da calha de leito pedregoso (e não arenoso); A estas alturas a água é proveniente dos 400mm de chuvas que caíram diretamente nas várzeas argilosas; diretamente na calha impermeável (lajedos), mas também dos brejos de altitudes que ainda estão vivos nas nascentes do rio; com exceção do volume de chuvas, que não foi uma exclusividade nessa área, todos os demais elementos físicos, citados, que concorreram para esse armazenamento de água não são comuns em outros rios do sertão e agreste RN. O Verde exuberante que se vê é prova cabal de que  a água é boa para criar e alimentar as plantas; postar fazendo uma espécie de " ping pingue-pongue" com outro rio também famoso - o rio Potengi, o rio que deu o nome à Capitania, á Província, e assim possamos desenvolver um estudo comparativo que nos permita sugerir MEDIDAS para restaurar esses recursos naturais, provavelmente inédito na literatura ambiental mundial. A morte dos rios no NEBR é progressiva por "n" motivos; vamos enumerar as causa-mortes dos rios do semiárido; por causa da caatinga impermeável, ficando apenas, por pouco tempo, 3% da água (no subsolo) das chuvas; ser ondulada, aumentando a drenagem da água de superfície, por gravidade; a perda de  massa orgânica com a exploração das terras de cerrado e das várzeas dos rios, desmatamento total e incondicional, e tudo resultando na instabilidade do clima com anos onde chove mais de 1.000mm, e outros com menos de 100mm ao ano; chuvas  com mais de 100mm em 24 horas, arrebentando tudo (assoreamento dos rios, açudes arrombados), ou anos com chuvas menores do que 20mm; perda de água nos reservatórios, no solo, e nos corpos de animais e vegetais que dobrou nos últimos 100 anos. inviabilização de todas as obras hídricas idealizadas nos últimos  200 anos, que chegam a 16 modalidades de obras da indústria da seca, a maioria (90%)executadas com desperdício do dinheiro público de 1.990 a 2.016.

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