"As águas dos rios da Bacia PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí), em grande parte localizada na região de Campinas, estão poluídas pela presença de contaminantes emergentes - que são compostos per-e e polifluoroalquilados (PFAs), utilizados em muitos produtos, tais como antiaderentes, surfactantes, pesticidas, entre outros. Esses contaminantes não são removidos ou eliminados pelos processos tradicionais de tratamento de água para consumo humano.
De acordo com dados do pesquisador Raphael D´Anna Acayaba, em tese apresentada à Faculdade de Tecnologia (FT) da Unicamp no final de 2022, os níveis de alguns desses contaminantes encontrados nos rios da Bacia do PCJ já são superiores aos limites máximos que garantiriam a proteção do ecossistema aquático. A tese foi orientada pela professora Cassiana Montagner, do Instituto de Química (IQ) da Unicamp.
Pouco conhecidos e estudados no Brasil, os PFAS, presentes em mais de 4 mil compostos, são encontrados em materiais como a espuma de extintores de incêndio, colchões, estofados, carpetes, embalagens de fast-food e produtos revestidos com antiaderentes, tais como panelas e frigideiras. A contaminação por esse tipo de material pode, a longo prazo, provocar severos danos à saúde humana, inclusive câncer, alerta Acayaba.
“No Brasil, não temos muitos estudos sobre isso, mas nos EUA, por exemplo, os dados apontam que cerca de 95% dos adolescentes e adultos apresentam algum nível de contaminação por PFAS”, diz o pesquisador, que chamou a atenção também para os riscos que esses produtos representam para o meio ambiente.
As águas superficiais, que compõem as principais fontes de abastecimento, são poluídas por PFAS por meio da produção, uso e descarte de produtos contaminados, seja no meio industrial ou doméstico. Além disso, segundo o pesquisador, as tecnologias tradicionais, usadas pelas estações de tratamento de esgoto e pelos aterros sanitários, não são suficientes para sua completa remoção.
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