domingo, 31 de agosto de 2025

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 O pedestal da maldita seca tem 3 pés. RN em estado de secura e de penúria; de acordo com IGARN as reservas hídricas do RN estavam em 61% em janeiro/25; no final da estação chuvosa em Jun/25 estavam em 52%, em ago/25 caiu para 50,7%; de acordo com a EMPARN a média de chuva, em 2.025, no território de 53.000km de RN foi de 400mm, 400.000m3/km2 = 21 BILHÕES de m3, quase a metade da água do aquífero Guarani, no BR; a seca NE não tem relação com falta de chuvas; é criada e mantida em um pedestal de 3 pernas: 1 quando a água da chuva se precipita no chão vira LIXO; 2) Logo a água foge daqui como o diabo da cruz; 3) nos últimos 200 anos foram executadas 20 milhões de unidades em 16 modalidades de obras, inúteis, da indústria da seca, incompatíveis em captar e armazenar água da chuva; O aquecimento global em andamento dobrou a fuga da água nos reservatórios, no corpo animal, no corpo vegetal, no SOLO; baixou a umidade do Ar, os ventos estão secos e doidões; Captar e armazenar água da chuva no chão á céu aberto com o atual clima no semiárido, em açudes, barragens, barreiros, é tão desastroso quando pegar um PUNHJADO do lixo líquido do RSF em PE, botar esse TROÇO em canais ABERTOS, e o lixo que sobrar lançar em rios secos, a exemplo do rio AÇU; durante muitos anos firmei contato com o Bispo Franciscano D. Manoel Delson Pedreira da Cruz, bispo de Caicó que sofria demasiadamente em testemunhar a dramática situação climática, enquanto EU, como ex-flagelado da seca RN, LIBERTO, me sentia no dever e obrigação de Produtor de conteúdo de Educação Ambiental, de alcance internacional, apresentar sugestões para se erradicar a seca, sustando o apocalipse no RN. em 2.012 juntei parte de minha família e fomos conhecer São José do Seridó-RN atendendo um sentimento afetivo que vinha da década de 70 no Século XX quando a prefeitura de São José enviou relatório expondo que a origem dessa cidade/município estava relacionada com a pessoa do Meu Avô paterno, Joaquim Loló, filho dessa terra, que havia doado parte de sua fazenda, para criar o povoado, e ajudou a construir igreja, mercado, casas, ruas; Encontramos na cidade, em 2.012, o busto do meu avó em uma praça; encontramos uma sobrinha do Meu avô, a professora Judite Medeiros, autora do Livro Família Medeiros; em vão, na oportunidade tentei contato com autoridades, chefes políticos - vereadores. secretários da prefeitura; Atualmente tem 8 reservatórios secos no Seridó, inclusive em S.J. do Seridó; 75 municípios do RN em situação de secura; a fuga de água dos reservatórios, no novo clima, com o aquecimento global, atingiu níveis alarmantes: em março de 2.025 a população de Acari, Seridó, RN, ficou vários dias de plantão para VER, depois de 13 anos, o açude Gargalheiras sangrar; Pasmem! Acari é um dos 76 municípios em situação de emergência por causa da seca; Ora, se a seca NE não tem relação com falta, ou escassez de chuvas; se o mínimo de chuvas que cai no RN, nos últimos 300 anos, é de 300mm/ano, ou 300 milhões de litros por km2, a fatídica e demoníaca seca é intelectual; tenho, por um dever de cidadania, ciência, consciência, interesse em começar a matar a seca RN afogada a partir de São José do Seridó-RN; para que essa postagem não vá para o esquecimento, ou deletada no lixo, fizemos esse registro na página de SJS, no Facebook, e transcrevemos em: desemebrasil.blogspot.com. Quando a gente nasce em meio ao caos ambiental e chega a décadas ainda vivo nessas trevas somente podemos atribuir a um milagre, levando-nos a acreditar de que não somos apenas animal, mas essência sobre natural que nos coloca como Cidadão do universo mesmo que a Terra se exploda; na década de 40 do Século XX choveu de 250 a 350mm nos anos de 1.941 a 1.943 forçando meus pais a fugirem "da seca" em Santana do Matos, no centro do RN, para junto do maior lago de água doce do RN, A LAGOA do Piató, Açu, RN no tempo que ainda não havia açudes que pudessem se manter com água armazenada de um ano para outro; quando cheia a Lagoa do Piató poderia armazenar mais de 30 milhões de m3 de água, podendo ter 13km de extensão; fartura de peixes de água doce e ás suas margens, á medida que a represa ia secando, surgiam uma faixa de terras úmidas e férteis onde se plantava de tudo - nas vazantes, o tempo todo; Junto á lagoa do Piató milhares de pessoas, muitas fazendas seculares onde se fazia agricultura de subsistência, plantava-se o algodão arbóreo de fibras longas, o algodão mocó nativo do NEBR, o ouro branco que faz nosso povo feliz ((Luiz Gonzaga), e criava-se gado bovino, ovino e caprino alimentados com capins que nascem espontânea e abundantemente para alimentar dezenas de milhares de animais, carne, leite(e derivados), couro, montaria; na lagoa do Piató, a 6km de distância da cidade de Açu, um lago de água doce para se deslocar de canoas a vários pontos, mas também área de lazer que atraía investimentos em várias atividades de pesca, comércio, agricultura, um lugar permanentemente aceso, como um oásis no meio do deserto; fazendo parte da bacia hidrográfica do Rio Açu/piranhas, a lagoa recebia, no tempo das chuvas, água de vários pequenos riachos, e mesmo em anos seguidos com "invernos" menor que 250mm/ano, o fato de ter conservado uma grande massa vegetal em torno da represa, reduzia substancialmente a perda de água por evaporação e a pequena fuga de água no chão, controlada pelas raízes das árvores, criou a fonte de água doce chamado olho d`água do Piató, água cristalina utilizada para se beber; nas várzeas do rio Açu, local, se plantava lavoura de subsistência na época da chuva, e o algodoeiro Mocó que vivia mais de 20 anos produzindo:todos os anos após a colheita do algodão o algodoeiro era cortado pelo PÉ, ração farta para alimentar o gado, e facilitando a BROTA dos galhos para uma nova safra; á medida que as cidades do RN cresciam em população os técnicos descobriram que o barro (argila) da várzea do Rio Açu era excelente para produzir telhas e tijolos para a construção civil, dezenas de olarias, dia e noite, com muitos empregos, mas em contra-partida a vegetação da área era extraída, sem controle, para queimar a telha e o tijolo de argila, em 500minutos de fogo, devastando a cobertura vegetal a ponto de o clima entrar em colapso, inclusive reduzindo a oferta de chuvas, aumento da temperatura, ventos secos, redução na umidade do Ar, aumentando a fuga de água na Lagoa do Piató, forçando o governo RN a construir um canal entre o Rio Açu e a Lagoa, para suprir a água que seus riachos temporários não permitiam; em 1.983 o governo federal, por intermédio do DNOCS construiu o Açude (parede de terra) Armando Ribeiro Gonçalves, com capacidade de armazenar 2,4 Bilhões de m3 de água; mais da metade do RN depende dessa água para o abastecimento urbano e um pouco de lavoura irrigada, cortando de vez o suprimento de água da lagoa do Piató, que secou definitivamente no ano 2.013, eliminado a fonte econômica de Açu-RN, com 2/3 da população sem emprego, renda; ver fotos correspondentes.

Damião Medeiros
Foto 1) Açude Armando Ribeiro Gonçalves encheu pela última vez em 2.009; Foto 2) na lagoa do Piató em 2.010; 3) algodão arbóreo moco, nativo daqui, nasce até na brecha da pedra; 4) Órgão do EB dando conta de Conhecer esse Trabalho Científico - o maior acervo de Educação Ambiental do BR, quiçá, da Terra, de 1992, já com Maioridade; 5) Lagoa do Piató, seca, em, 2.013
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