sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Desastre; pandemônio.

 


Em pleno Século XXI o Homem brasileiro ainda não entende a vida (nem a sua); na fotografia, colmeias artificiais para condicionamentos de abelhas; 1) a abelha produz mel para alimento próprio, a partir do néctar como matéria prima; o néctar é colhido das flores das plantas; 2) a flor é uma folha modificada; as plantas botam flores, como sistema de reprodução, em determinada época do ano, que no Nordeste significa época das chuvas; 3) no Nordeste semiárido o período das chuvas dura de 60 a 150 dias por ano, mas é frequente 3 a 4 anos com oferta de chuvas inferior a 300mm, com 75 dias, mas se o intervalo entre as chuvas for maior que 8 dias, o chão seca, inibindo o desenvolvimento da planta, e assim não têm força para se reproduzir, floração; 4) A criação de abelhas para a produção de mel é incentivo do governo que fornece todo material, equipamentos, na realidade mais uma ilusão técnica, desperdício de dinheiro público, já que o Homem nordestino não sabe produzir quando a oferta de chuvas é inferior a  500 litros de água doce por metro quadrado, nem sabe captar e armazenar, racionalmente,  a água doce das chuvas; 5) os técnicos do governo apresentam como sugestão, fazer uma garapa de rapadura para manter as abelhas "entretidas" na colmeia durante o verão de 8 a 11 meses, sem flores, de modo que o mel colhido em determinado ano com flores durante 4 meses, não dar para manter as abelhas  alimentadas com garapa de rapadura; há que use o chamado "açúcar branco" para fazer a garapa, e aí vem mais desastre, já que se sabe, hoje, que é uma droga que causa muitas doenças no reino animal.

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