sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Pelo avesso.

 


Ao contrário do que a comunidade científica afirma, e registra nos compêndios de geografia, o que se vê na fotografia não caatinga; trata-se de uma área de cerrado exaustivamente explorada com pecuária intensiva e agricultura com fogo, no agreste RN; as pedras espalhadas (e amontadas) pertencem ao subsolo que foi exposto pela erosão e pelo arado da capinadeira, e mais recentemente o arado do trator; nesta área a vegetação nativa era densa, cerrada, com árvores de porte médio - catingueira, aroeira, mulungu, ipê, cumaru, umburana, juremas com 10m de altura, Etc os arbustos pereiro, marmeleiro, velame; os cactos mandacaru, facheiro com 0,30m³ de massa vegetação por m², mas durante o período das chuvas nasciam vários tipos de gramíneas e plantas rasteiras, quando a massa  vegetal dobrava - 0,6m³/m²; hoje predomina a jurema com até 3m de altura, como na caatinga; neste terreno da fotografia ainda existem vestígios do solo, já que o subsolo é feito de pedras seixos (da fotografia) com exclusividade, sobre a rocha matriz que as vezes aflora na superfície como lajedo; o cerrado do Nordeste , o verdadeiro cerrado brasileiro tem solo orgânico mineral com 50cm a 100cm de espessura; o cerrado da fotografia é ligeiramente ondulado, de modo que a agropecuária paleolítica nordestina o transformou em caatinga; se o Homem, com formação técnica, que estudou o ambiente - geógrafos, agrônomos, botânicos é contemporâneo, da mesma índole e estirpe do  Homem que modificou o ambiente (para pior) em nome do progresso, evolução, é evidente que não vai entender o processo de destruição, e aí, com a fé de ofício que gozam,  vão passado a mentira científica de que a área da fotografia é caatinga; Aliás, nem sabem que no sertão e agreste do Nordeste, hoje semiárido, existiu cerrado.

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