A vida animal e vegetal e a produção de alimentos na
agropecuária.
A vida animal e vegetal, fauna e flora, escolhem o lugar para
nascer e viver de acordo com os 4 Elementos da Natureza e suas variáveis
atmosféricas;
O Elemento mais
exigido é a água, já que mais de 60% dos corpos vivos se constituem de água.
Nós, seres que vivemos fora dos Oceanos comemos, bebemos e respiramos água
doce; tudo o que a gente come vem direto, ou indiretamente das plantas; não há
exceção. O Reino vegetal é o quinto
Elemento da Natureza, tal é seu comprometimento com o equilíbrio do clima.
Agricultura é a produção de alimentos no cultivo de plantas,
tais como sementes de legumes, de cereais, tubérculos, hortaliças, frutas; a
pecuária é a criação de gado, animais que nos fornecem alimentos tais como
carne, leite, ovos, mel de abelhas; a agropecuária, plantas e animais depende
dos valores das variáveis atmosféricas dos 4 Elementos da Natureza. Tais como,
temperatura, umidade do ar, umidade do chão; composição, textura e fertilidade
do solo.
Do plantio á colheita da lavoura que acontece em média em 100
dias as variáveis atmosféricas mudam de valor a todo instante, de tal forma que
cada espécie de lavoura do Homem tem um ciclo de vida adaptado a determinado
período do ano, no tempo e no espaço em que as variáveis atmosféricas são
favoráveis a espécie de lavoura.
Não se cultiva qualquer lavoura, em qualquer lugar, a qualquer
tempo, e mesmo que o lavrador disponha de recursos técnicos para fazer o solo, disponibilizar
água para suprir a necessidade da planta, outros elementos como umidade do Ar,
temperatura, ventilação fogem ao controle do agricultor, o que compromete a produção
da lavoura, desde a germinação da semente, crescimento da planta, até a
colheita.
Uma das características mais marcantes nessa imposição da
lavoura ao tempo, ao espaço, aos recursos naturais se manifesta no sabor das
frutas, das sementes, das hortaliças, tubérculos, principalmente quando a água
da irrigação não é água doce, limpa com pH compatível com cada lavoura. No
semiárido NE a estação chuvosa pode ser curta, com 70 dias, faltando solo úmido
para a planta da lavoura colher água e nutrientes do chão, por intermédio das
raízes, comprometendo todo o sistema de reprodução, desde a floração.
Em princípio o volume de massa da planta define o volume de
massa de alimentos produzido, o que significa que planta de maior porte exige
mais água, Maior área de SOLO para o estabelecimento da planta no que diz
respeito a nutrição, a estabilidade e
mais tempo para o desenvolvimento e produção.
Por exemplo: milho e feijão tem raízes de até 30cm de
comprimento e a parte radicular de cada planta exige meio metro quadrado de
solo, espessura de 30cm, enquanto que a mandioca, com raízes de até 2m de
comprimento exige 2 metros quadrados de solo, com espessura de 60cm para cada
planta.
Com 10mm de chuvas, 10L/m2, a área de solo ocupada pelas
raízes do milho e feijão recebe 5 litros de água, enquanto que a área de solo
ocupada pelas raízes da mandioca recebe mais de 20 litros de água. A área de solo ocupada pelas raízes de cada espécie
de lavoura determina também o número de plantas por hectare.
Cada espécie de lavoura tem seu tempo útil de vida; o feijão
e o milho são 100 dias do plantio a colheita do grão seco; já a mandioca pode
ter 1 ano de vida útil, do plantio a colheita; Mas enquanto se colhe 4.000 kg
de grão secos do feijão macassar, por hectare, colhe-se 2.000 kg de milho por
hectare, lembrando que diferente de outros feijões o macassar bota flores e
produz vagens por até 60 dias.
Outras vantagens de se cultivar feijões – é uma leguminosa
que colhe o gás nitrogênio do Ar, principal nutriente das plantas, exigindo
menos dispêndio de energia por parte das raízes na coleta de nutrientes
minerais do solo; o kg de feijão tem preço 4 vezes maior do que o kg de milho;
o feijão é preferido na mesa do brasileiro, enquanto que o milho é mais
empregado na ração animal.
O insucesso da lavoura em foco é atribuída a falta de chuvas,
uma de dezenas de variáveis atmosféricas dos 4 Elementos da Natureza.
Quanto de água da chuva entrou no corpo da planta: 5L/m3 de
massa vegetal, ao DIA, para manter 60%
de água no corpo, sabendo-se que a planta utiliza água no processo de
respiração e transpiração, na troca de
água entre o corpo e a atmosfera; utiliza MAIS 5L/m3 de massa vegetal no
metabolismo, que consiste de Fotossíntese, na atmosfera, e coleta de nutrientes minerais do Solo, do
chão. AGRICULTURA significa produção científica de alimentos; AGRO significa
atividades no campo; cultura, espécie de planta cultivada, e também
conhecimento prático e científico nas atividade humanas.
Um hectare, 10.000m2, cultivado com feijão, 4.000 covas com 5
feijoeiros em cada cova, tem 20.000 plantas, atingindo uma massa vegetal de
200m3, que exige para viver 2.000 litros de água por dia, ou 2m3 X 80 dias, 160m3 dos 3.000m3 de água por
hectare dos 300mm de chuvas.
A fuga de água do solo, por vários vetores,
nesse clima, é de (média) 3L/m2 ao dia; em 80 dias = 240mm; se subtrairmos
240mm desperdiçados dos 300mm de chuvas = 60mm de chuvas para atender as
plantas. A perda de água do solo pode ser reduzida com cobertura vegetal morta,
ou máscara de espuma plástica entre as plantas.
160m3 de água, ou 160.000 litros para o feijoeiro produzir
4.000 kg de grãos secos, por hectare significa matematicamente 40 litros de
água por quilo de feijão macassa, leguminosa; o milho necessita de 5 vezes mais
água, ou 200 litros de água por quilo do cereal milho.
O arroz, que é um cereal, é plantado em terra abrejada,
alagada, podendo chegar a mais de 1.000 litros de água para produzir um quilo de
grãos secos de arroz no clima do semiárido; nas diversas lavouras cultivadas,
incluindo o plantio de capins para alimentar o gado herbívoro a média de água é
600 litros por quilo de alimentos.
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