domingo, 3 de agosto de 2025

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Cacimba escavada na areia do leito do rio Camaragibe para o gado beber; não precisa ser racional para entender que o poço que se ver (na fotografia) não é água, e mesmo assim é a única opção que o fazendeiro local tem para o gado beber; testemunhamos, na ocasião desta tomada fotográfica alguns animais da fauna chegarem até o poço, cheirar o lixo, tocar com a língua no líquido, e desistir de beber, mas para o homem, racional, se o gado bebe e não morre (de imediato), pode-se, em necessidade extrema (sem água) beber do mesmo lixo.
É mais dispendioso ressuscitar uma rio, tornando-o perene, do que restaurá-lo, tornando-o naturalmente rio temporário; já mostramos as causas da morte dos rios do semiárido NE, que como sabemos são diferentes das causas da morte dos rios na zona da mata NE, no Nordeste Amazônico, dos rios das regiões Sudeste e Sul do BR; Citamos 3 causas para a morte dos rios no semiárido - desmatamento generalizado, intensivo durante 200 anos; criação do salitre, e a construção desenfreada dos açudes; os açudes construídos no leito do rio Camaragibe são, hoje, mais nocivos do que benéficos, já que o acúmulo de SAL no seu leito não permite ter água boa, a não ser por um pequeno período de tempo quando o açude está cheio, sangrando. Açudes como o Lagoa Nova, açude dos Bancos deveriam ter suas paredes abertas para que as enxurradas levassem o sal para o rio Potengi (a foz) e ambos levassem esse lixo para o Mar (onde não seria estranho) em Natal-RN que poderia ser benéfico eliminando alguns agentes químicos manipulados, ácidos injetados na foz do rio Potengi, a fossa da região metropolitana de Natal-RN, inclusive o sal pode desintegrar as fezes que vem dos esgotos, ou do esgotamento das fossas; enquanto isto os pequenos açudes construídos nos riachos afluentes do Camaragibe não tem cloreto de sódio, nem salitre (se tem é em pequena concentração), mas deve-se tomar medidas para restaurar, melhorar a qualidade da água, reduzir a evaporação, e o assoreamento. Apesar de temporário (foi) e modesto, o rio Camaragibe teve uma importância social e econômica que pode ser identificada nos pequenos povoamentos, sedes de fazendas e assentamentos do INCRA, junto (próximo) ao rio, como é o caso de Caiçara dos Badecos (provavelmente sobrenome de uma família) em Santa Maria e ALEGRIA em Ielmo Marinho. A morte desse rio é morte social e econômica, e hoje a população local, inclusive os fazendeiros, sobrevivem com os programas paternalistas, assistencialistas do governo federal, ou são políticos na área, ou ainda, funcionários (ou nomeados) das prefeituras. as terras próximas ao rio Camaragibe são predominantemente arenosas, com parte de várzeas largas, como é o caso das várzeas no assentamento (do INCRA) em Lagoa Nova, mas salinizadas, que como se sabe, tem origem na salinização (salitre) do rio (leito e água), e toda a destruição tem tudo a ver com a ação do Homem; como não se pode matar o Homem, causa dessa desgraça, tenta-se, como estamos fazendo neste dsoriedem.blogspot.com, criar uma CONSCIÊNCIA ambiental, o que não é fácil nem para os nordestinos que alisaram um banco de faculdade.
Ponte sobre o Rio Camaragibe a cerca de 60 km das nascentes; Água empoçada no rio Camaragibe? Sonho ou ilusão de ótica? nem uma nem outra; trata-se de lixo-líquido grosso, salgado, com todos os tipos de microrganismos (adaptados ao meio), muita matéria orgânica decomposta, particularmente animais (gado) que morre ao beber o lixo do poço; Em tempo! Não mata imediatamente feito estricnina; mata aos poucos; o lixo-líquido (da fotografia permanece, a estas alturas) por que a evaporação é limitada devido a composição da "solução" e está embaixo da ponte. Ao longe, na fotografia se vislumbra alguns animais (bovinos) se "achegando" para beber do lixo, como única opção; quando à flora verifica-se (na fotografia) que existe uma algaroba junto ao poço, a algaroba, planta estranha no NE, é outra desgraça; quando a fauna - pequenos lagartos, pássaros, roedores, se beber do lixo está com a com a morte "decretada", já que se trata de corpos pequenos (com relação ao gado do Homem) e não adaptados a essa situação caótica. Nos açudes construídos no rio Camaragibe (e em outros rios do NE) acontece o seguinte: quando, esporadicamente, recebem água das chuvas,  e enchem, a salinização fica reduzida, tolerável para os peixes (de água doce) e para as plantas, inclusive a lavoura, e capins; mas à medida que o açude vai secando, por conta da fuga da água, a concentração de sal aumenta, poendo alcançar uma salinidade de 0,5 gramas de sal por litro de água quando o açude tem 20% de sua capacidade de armazenamento, lembrando que no Oceano Atlântico ( no NE) tem-se 35 gramas de sal por litro de água do MAR, razão pela qual cria-se as salinas (Macau, Areia Branca-RN) quando a água evapora, foge, e fica o sal; outra razão de se ter sal nas salinas do RN é que esta área, litoral, recebe a menor oferta de chuvas do Nordeste; a água doce das chuvas, solvente e substrato da Natureza, dissolve o SAL, da mesma forma  que quando chove, enchendo os açudes, a água fica doce (com menos sal). Todo lençol subterrâneo do semiárido NE é salgado até 200m de profundidade, exatamente por que a impermeabilização da terra (na superfície) impede a infiltração, drenagem da água doce das chuvas, para formar e manter os lençóis subterrâneos; uma das formas de se reduzir a salinidade da água subterrânea é cavar poços tubulares( já existe centenas deles com água salgada no RN), e, racionalmente, captar e armazenar água doce das chuvas, INJETANDO-A nos poços até saturar (transbordar pela boca do poço); fazendo isto durante 1.000 dias, em um poço tubular para cada km², a salinidade do lençol subterrâneo será reduzida em 80%, lembrando que os poços tubulares tem, no mínimo, 60m de profundidade, e a água injetada na boca do poço (cheio)exerce pressão (infiltração) no lençol subterrâneo; Isto é apenas um exercício científico, intelectual, já que os açudes, poços tubulares, cisternas são absolutamente desnecessários diante da oferta média de água doce das chuvas no semiárido nordestino - média de 400 litros por metro quadrado, 4.000m³ por hectare, 400.000m³ por quilômetro quadrado, um DILÚVIO. 

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