Frente Parlamentar Ambientalista do Rio Grande do Norte

COP27: os responsáveis pelo aquecimento global antropogênico vão pagar a conta?
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A Conferência climática da ONU (COP27) começou no último domingo, dia 06 de novembro, em Sharm el-Sheikh, no Egito. Esta semana, você tem ouvido as discussões sobre “perdas e danos” para os países mais vulneráveis.
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Um grande estudo publicado em 2018 estimou as “perdas e danos” em nada menos que 290-580 bilhões de dólares por ano, até 2030. Com o aquecimento intensificado, o custo dos
impactos pode ultrapassar US$ 1 trilhão por ano até 2050.
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Para entender as tensões e debates em torno da questão central de quem vai arcar com os custos, é preciso lembrar de 1991. Durante as primeiras negociações para a Convenção do Clima das Nações Unidas, a Aliança dos pequenos países insulares, todos vulneráveis ao aumento do nível do mar, já propunha um "mecanismo internacional de compensação financeira por perdas e danos, associados aos efeitos negativos das mudanças climáticas".
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Os Estados Unidos sempre foram um tenaz oponente da questão da compensação financeira pelos danos causados pelo aquecimento global. Eles nunca se uniram a isso e foi escrito na conferência do Rio (1992). Para eles, este princípio não pode, portanto, ser interpretado como um reconhecimento de obrigações internacionais de sua parte; menos ainda como “uma redução das responsabilidades dos países em desenvolvimento”.
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Um diálogo sobre perdas e danos para os países mais vulneráveis foi finalmente iniciado na COP 26, em Glasgow (2021). Nos últimos anos, os países do Hemisfério Sul têm pressionado para que um mecanismo de compensação financeira por “perdas e danos” possa ser lançado oficialmente na COP 27.
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Todavia, os Estados Unidos e a União Europeia, possivelmente, não apoiarão a criação de um novo fundo. Esses países não se comprometeriam com uma responsabilidade que os obrigaria a desembolsar centenas de bilhões de dólares a cada ano. E sobre a China, segunda economia mais poluente do mundo? Seria complexo demais estimar ou também deve pagar essa conta?
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Abraços,
Humberto Barbosa
2 comentários
Damiao MedeirosO dinheiro não compra O CLIMA; todas as catástrofes ambientais promovida(de morte) pela civilização humana tem como base a extinção, eliminação da vida por dinheiro.
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