Post de LAPIS - Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites

[EXCLUSIVO] Mudança para
La Niña deixa primavera mais quente em todo o Brasil
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No período de setembro a novembro, a passagem da condição de neutralidade do El Niño Oscilação Sul (ENOS) para a chegada do La Niña, vai gerar algumas anomalias incomuns no clima. O período é considerado a
primavera meteorológica.
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Com o rápido declínio da condição de neutralidade e o tempo mais curto para a atmosfera responder ao Pacífico mais frio, a primavera no Centro-Sul tende a ser mais quente. A previsão é de chuvas abaixo da média, em áreas da região Sul, principalmente no extremo Sul, com tendência de altas temperaturas em quase todo o Brasil. De acordo com
Humberto Barbosa, fundador do Laboratório Lapis, as temperaturas já estão cerca de 2 °C acima da média.
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Com a mudança climática, as temperaturas do Planeta já estão bem mais quentes do que naturalmente estariam, antes do impacto do aquecimento global. Essa condição também impacta na condição climática, mesmo quando um La Niña já está em formação.
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O gráfico abaixo ilustra o que essa mudança significa para a atmosfera. Ele mostra a anomalia na temperatura do Pacífico, na região do El Niño, nos últimos 3 meses. O termo “anomalia” indica o desvio da temperatura de determinado período, em relação à média histórica. O resfriamento recente é observado em toda a região do El Niño. Uma queda de 0,5 °C foi registrada somente em agosto, empurrando as anomalias para a fase de La Niña, pelo menos por enquanto.
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O mapa mostra a anomalia mais recente da temperatura oceânica, registrada pela
NOAA. Você pode ver uma onda de anomalias frias na área marcada do ENOS. É quase uma fase fria propriamente dita, mas, com base no gráfico na região Niño 3.4, o resfriamento está se intensificando, dando uma indicação clara do que está por vir.
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A fase fria do ENOS fortalece a
Circulação de Walker. Mudanças nessa Circulação afetam as correntes de jato subtropicais e polares, impactando os sistemas de pressão nas latitudes médias e o clima nas diferentes regiões.
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Severino MedeirosLa ñina significa muita chuva no semiárido - de 700mm a 1.000mm ao ano, desde que sua presença coincida com a estação chuvosa do semiárido, que no tempo de La ñina vai de janeiro a junho; enquanto isso La ñina reduz a oferta de chuvas nas regiões brasileiras produtoras de agropecuária, que vai de setembro a maio do ano seguinte; em algumas partes do semiárido de 1.000.000km2 La ñina pode influenciar na oferta de chuvas a partir de dezembro(se ainda estiver presente); enquanto El ñino influencia na estação chuvosa por 5 anos seguidos, no semiárido NE, Lã ñina raramente influencia por 2 anos, como foi o caso 2.008 - 2.009 com mais de 700mm de chuvas ao ano, quando o
Açude Armando Ribeiro Gonçalves encheu PELA ÚLTIMA VEZ, quando TODOS os rios do RN tinham, por um tempo, água corrente no Leito; com El ñino o semiárido NE de 1.000.000km2 recebe, em partes, menos de 200mm de chuva/ano, porém em outras partes pode receber 500mm/ano, casos registrados sobre o
Rio Potengi, o RGN. com 176km de extensão, entre Cerro corá, sertão RN e o litoral em
Natal, RN; é muito comum haver grande volume de chuvas que provocam enxurradas em parte do Potengi e não pingar em outra parte do Rio; assim pode dar enxurrada em todo corpo do Potengi quando as chuvas foram apenas nas nascentes. Seria importante que essa postagem sobre o comportamento das chuvas, com relação a El ñino e La ñina, chegasse ao conhecimento da Frente Parlamentar Ambientalista do Rio Grande do Norte,
EMPARN e
IGARN para que pudéssemos tratar da Seca X água da chuva com visão científica.
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