Educação ambiental.
Os bezerros, famintos, disputam um pé de macambra; Famintos por que suas mães não tem leite, ou por que as vacas são ordenhadas todos os dias para se vender o leite, como única fonte de renda da propriedade (fazenda); a vaca faminta, desnutrida, produz menos de 3 litros (média) por dia, o que seria insuficiente até para alimentar sua "cria".
Educação ambiental;
Macambira como ração para o gado, desde 1.877; Em pleno Século XXI o Nordeste não evolui; quando a macambira é usada como ração do gado é prova de que se esgotaram todas as fontes de alimentos mais nutritivos e naturais; na seca de 1.877 a 1.879 a macambira foi a única opção para se alimentar o rebanho bovino do sertão, mas como não é um alimento com valores nutritivos, morreu 2/3 do rebanho; naquela época a macambira representava, em termos de massa vegetal, mais de 2% na caatinga e no cerrado, particularmente no lajedo, mas para se colher, hoje, uma carrada (da fotografia) de macambira é explorar mais de 1 km²; a macambira é arrancada pela raiz, e mesmo brotando das raízes, e tendo sementes no chão, a probabilidade de acontecer essa reprodução é bastante remota, principalmente com a redução na oferta de chuvas na área.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Educação ambiental.
Há cerca de 3,5 bilhões de anos a Terra era um deserto sem água e sem vida; De lá para cá muitas áreas da Terra se alternaram como desertos, e terras férteis; No Brasil não existe deserto seco, embora uma pequena área no Maranhão, chamada de lençóis maranhenses, seja coberto de areia, e, não tendo solo, a vida é pouca; nessa área chove mais de 2.000L/m²/ano, e portanto seria semiárido, já que somente um elemento natural está em desequilíbrio; A caatinga, semiárido natural presente em 8 Estados do NE é semiárido por que não tem solo de sedimentação, mas com as agressões ambientais ao longo de 300 anos começa a surgir um outro elemento em desequilíbrio - a água; As árvores da caatinga, dispersas e pequenas, por falta ou escassez de solo orgânico, estão aclimatadas para receber 500mm de chuvas por ano, e a cada 8 anos sofrer um El Ñino com menos de 300L/m²/ano, mas o sertão NE é bem servido de solo orgânico nas várzeas e nos cerrados, e sendo a mesma oferta de chuvas da caatinga tem flora e fauna (nativas) com massa 10 vezes maior; Na fotografia temos o cerrado (onde não há caatinga) do agreste RN que recebia maior oferta de chuvas do que o sertão, mas com o desmatamento bestial virou semiárido; Antes de virar deserto o lugar passa pela condição de semiárido; é o caso do semiárido natural NE, a caatinga que embora recebendo a mesma chuva do sertão, o fato de não ter solo (subsolo impermeável) faz com que a água das chuvas fique menos de 5% na caatinga, enquanto áreas do sertão guardam até 10% da água das chuvas recebida; A Natureza pode, durante milhões de anos transformar área fértil em semiárido e deserto, mas a caatinga do NE sempre foi semiárido por falta ou escassez de solo, provavelmente um caso ímpar na Terra.
Com relação ao terreno da fotografia, antes cerrado, com solo denso, é possível ainda transformá-lo, recuperá-lo, criando uma cobertura vegetal de 0,3m³/m², o que pode ser feito com massa vertical - árvores frutíferas e de extrativos (e alimento do gado); como a oferta de chuva atual é incompatível com a necessidade de água de 0,3x5x365= 547,5 L/m², reserva-se 5% da área para se captar e se armazenar água das chuvas para criar, aos poucos, essa cobertura vegetal, provavelmente em tempo de 5 anos, quando a própria cobertura vegetal, nesse nível, seria capaz de recriar o solo, melhorar o clima, participar da formação de nuvens e de chuvas em período de 10 anos, provavelmente; Já que a caatinga não tem solo para gerar vida, e representa 250.000 km² do sertão NE, esse terrenos seria reservado para captação e armazenamento de água das chuvas, todos os anos, digamos, vários projetos desenvolvidos em 10% da caatinga - 25.000 km²; Essa água captada e armazenada tal qual vem das nuvens primeiramente atenderia o abastecimento urbano, digamos, 10.000 km²; Com oferta de chuvas de (média) 400mm/ano são 4.000.000 de litros por hectare, 400.000m³/km²; multiplicando-se por 10.000 km² = 4.000.000.000 m³; se cada pessoa necessita de 20m³/ano (racionalmente são 50L/pessoa/dia) para beber e abastecimento doméstico, daria para 200 milhões de pessoas, por ano, a população do Brasil; os 15.000 km² restantes com água captada e armazenada para agricultura permanente (verticalidade das árvores frutíferas, extrativos), com 4.00.000 m³ / km² - 6.000.000.000 m³, com 547,5 litros /ano, ou 0,5475 m³/m²/ano de área plantada, ou arredondando para 0,6m³ de água por m² de vegetação; = 10.000.000.000 m² de área plantada.
Com relação ao terreno da fotografia, antes cerrado, com solo denso, é possível ainda transformá-lo, recuperá-lo, criando uma cobertura vegetal de 0,3m³/m², o que pode ser feito com massa vertical - árvores frutíferas e de extrativos (e alimento do gado); como a oferta de chuva atual é incompatível com a necessidade de água de 0,3x5x365= 547,5 L/m², reserva-se 5% da área para se captar e se armazenar água das chuvas para criar, aos poucos, essa cobertura vegetal, provavelmente em tempo de 5 anos, quando a própria cobertura vegetal, nesse nível, seria capaz de recriar o solo, melhorar o clima, participar da formação de nuvens e de chuvas em período de 10 anos, provavelmente; Já que a caatinga não tem solo para gerar vida, e representa 250.000 km² do sertão NE, esse terrenos seria reservado para captação e armazenamento de água das chuvas, todos os anos, digamos, vários projetos desenvolvidos em 10% da caatinga - 25.000 km²; Essa água captada e armazenada tal qual vem das nuvens primeiramente atenderia o abastecimento urbano, digamos, 10.000 km²; Com oferta de chuvas de (média) 400mm/ano são 4.000.000 de litros por hectare, 400.000m³/km²; multiplicando-se por 10.000 km² = 4.000.000.000 m³; se cada pessoa necessita de 20m³/ano (racionalmente são 50L/pessoa/dia) para beber e abastecimento doméstico, daria para 200 milhões de pessoas, por ano, a população do Brasil; os 15.000 km² restantes com água captada e armazenada para agricultura permanente (verticalidade das árvores frutíferas, extrativos), com 4.00.000 m³ / km² - 6.000.000.000 m³, com 547,5 litros /ano, ou 0,5475 m³/m²/ano de área plantada, ou arredondando para 0,6m³ de água por m² de vegetação; = 10.000.000.000 m² de área plantada.
Como justificar o Título desta postagem com as fotos e textos. As fotos 1 e 2 são na mesma fazenda do agreste RN, dirigida por um engenheiro agrônomo e uma médica veterinária- o gado comendo o cacto macambira. Não precisa ser um biólogo, agrônomo, veterinário para saber que NENHUM cacto dessa área do NE tem, independente do volume de massa, pelo menos 10% dos valores nutritivos necessários para alimentar um animal de grande porte, a exemplo do bovino. na foto 3 com parte da represa de um açude é também no agreste: 1- uma área pelada, sem vegetação por dezenas de anos, já não tem sementes para germinar, mesmo que chova- 2- uma área desmatada, NUA, em torno da represa do açude concorre para aumentar em um terço a fuga de água da represa - 3 - o agreste NE é uma estreita faixa de terras que vai de Bento Fernandes RN ao Estado da BA. Imprensado entre a zona da mata e o sertão nordestinos não tem rios nascendo no agreste, e todos os rios temporários, ou secos que se vê no agreste nascem no sertão, já abarrotados de açudes e barragens, de modo que no agreste dificilmente esses rios tem água corrente para encher açudes. Os açudes no agreste são construídos em riachos locais - quando a média de chuvas era de 700mm ao ano os pequenos açudes, ou barreiros enchiam - neste caso, nesse tempo, o céu permanecia nublado, reduzindo a fuga de água da represa - a umidade do AR era alta - assim os barreiros seguravam água armazenada por 6 meses, ou mais, no tempo do verão seco. A situação atmosférica climática é outra a partir de 1.970 com 4 a 5 anos seguidos com ofertas de chuvas menor que 400mm ao ano- aumentou a NUDEZ da terra - a umidade do ar baixou - a perda de água da represa duplicou. ORA, toda essa desgraça no clima tem a ver com o comportamento do OME das cavernas com os recursos naturais, principalmente no USO do solo, que acabou-se, no USO da água DOCE que secou, ou salgou, no uso da vida que morreu porque: não tem SOLO, quarto Elemento da Natureza, não tem água doce no chão, ou no céu, nos valores em que a vida estabelecida está aclimatada. O OME não evoluiu intelectualmente para entendera mudança, e o mesmo OME que fez essa desgraça toda não pode reverter o processo de destruição, autodestruição.
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