domingo, 8 de fevereiro de 2026

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 Trajetoriatop

As manchas de óleo que chocaram o Brasil em 2019 não pararam na nossa costa. Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará descobriram que parte desse mesmo petróleo percorreu cerca de 8.500 km e chegou à Flórida, nos Estados Unidos, em 2020. Em vez de se dissipar em poucos centenas de quilômetros, como costuma acontecer em muitos vazamentos, o material ficou grudado em garrafas plásticas, vidros e outros resíduos boiando no mar – um “combo tóxico” de poluição.
Organizações que limpam praias na região de Palm Beach começaram a encontrar, por meses seguidos, lixo marítimo coberto de óleo escuro. Amostras foram enviadas aos pesquisadores, que compararam o “perfil químico” com o material recolhido no litoral brasileiro. A análise mostrou que era o mesmo petróleo, confirmando uma viagem impressionante pelo Caribe, Golfo do México e costa leste norte-americana em algo em torno de 240 dias. 🌊
O estudo reforça dois alertas graves. O primeiro é a resistência do óleo quando se combina com resíduos sólidos: em vez de afundar ou se dispersar, ele “pega carona” em garrafas, plásticos e outros objetos que não se decompõem, sendo levado por correntes que vão muito além da área da tragédia original. O segundo é o retrato escancarado de como nosso lixo mal gerido pode virar veículo para espalhar contaminação em escala continental.
Gerenciar bem resíduos sólidos e combater vazamentos de petróleo não é preocupação local – é uma responsabilidade compartilhada entre países. O caminho que vai do rio poluído até a garrafa encontrada em outra costa mostra que o oceano não tem fronteiras quando o assunto é descaso ambiental. O que é jogado aqui não “some” no horizonte: muitas vezes, reaparece sujando a praia de alguém bem longe.
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Severino Medeiros
Petróleo é o segundo lixo da Natureza; onde tem petróleo não tem água potável, nem Solo orgânico/mineral; não tem atmosfera respirável, não tem vida; além de que plástico é petróleo; a maneira mais rápida e fácil para o Brasil acabar com a vida na Amazônia não é o fogo; Mas fogo X petróleo, pior que bomba nuclear = puumm!!!!
Pode ser uma imagem de oceano

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